Numa recente visita a al-Arish, no norte do Sinai, o primeiro-ministro do Egipto, Mostafa Madbouly, declarou peremptoriamente que nenhum refugiado palestiniano será aceite no seu país, mesmo que isso implique a morte de milhões de pessoas.
Acompanhado por funcionários do governo e figuras públicas egípcias, Madbouly disse:
“Estamos preparados para sacrificar milhões de vidas para garantir que ninguém invada o nosso território”.
⚡️Pyramid of Strength: Egypt Warns It Won’t Allow Regional Solutions that Come at Cairo’s Expense
Mostafa Madbouly, the Egyptian Prime Minister, said, “For every grain of sand here (Sinai), we as Egyptians are ready to sacrifice millions of lives […] Egypt will never allow… pic.twitter.com/Q59THp7Zgo
— RT_India (@RT_India_news) October 31, 2023
Esta declaração surge na sequência de relatórios que sugerem que o Ministério da Informação e Inteligência do governo israelita elaborou uma proposta, já em tempo de guerra, para transferir os 2,3 milhões de habitantes da Faixa de Gaza para a península egípcia do Sinai.
Os comentários de Madbouly sublinham o compromisso inabalável do Egipto com a sua integridade territorial e soberania. Enfatizando que as questões regionais não seriam resolvidas “às custas” do Egipto, Madbouly acrescentou:
“O Egipto nunca permitirá que nada lhe seja imposto”,
As suas observações servem como um aviso sério a quaisquer entidades que considerem a ideia de transferir a população palestina da Faixa de Gaza para o Sinai.
O plano israelita inclui a construção de cidades permanentes e a implementação de um corredor humanitário, de estruturação indefinida, no Sinai. Uma zona de segurança também seria estabelecida dentro de Israel para impedir a entrada dos palestinianos deslocados. O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, minimizou o relatório, descrevendo-o como um “documento conceptual” e um exercício hipotético.
Durante a sua visita ao Sinai, Madbouly também parou na passagem de Rafah, entre o Egito e a Faixa de Gaza, onde afirmou que o Egipto está
“a colaborar a todos os níveis, começando pela liderança política do Presidente Abdel Fattah El-Sisi, até todas as agências estatais que estão a agir para resolver esta crise humanitária sem precedentes a que os habitantes inocentes da Faixa de Gaza estão hoje expostos”.
Madbouly reforçou também a afirmação do líder jordano, o rei Abdullah, de que nenhum refugiado palestiniano será aceite na Jordânia ou no Egipto:
“Em relação à questão dos refugiados que chegam à Jordânia, penso que posso falar com bastante veemência em nome dessa nação amiga do Egipto: É uma linha vermelha, porque penso que o plano do alguns dos suspeitos do costume é o de tentar criar questões de facto no terreno. Nenhum refugiado na Jordânia, nenhum refugiado no Egito”.
É agora mais que certo que os palestinianos que sobreviverem à ira israelita vão acabar nas praias do sul da Europa.
Relacionados
11 Jun 26
O hobby de matar pessoas: Pentágono rouba mais de 200 vidas, na Nigéria.
Missões coordenadas entre o Comando dos EUA para África e o exército nigeriano atacaram supostas forças do Estado Islâmico na África Ocidental, matando mais de 200 alegados jihadistas, incluindo Abu-Bilal al-Minuki, um líder de alto nível do ISIS.
10 Jun 26
Israel ataca o Líbano, ignorando, mais uma vez, o apelo de Trump ao cessar-fogo.
Os ataques aéreos israelitas em Tiro, no Líbano, provocaram a morte a pelo menos três pessoas, aumentando as tensões com o Irão, apesar das exigências da administração Trump para que Israel cesse os ataques no país vizinho.
8 Jun 26
Ninguém diria: Pentágono alerta que a espionagem israelita contra a Casa Branca atingiu um nível “crítico”.
O Pentágono está cada vez mais preocupado com os esforços dos serviços de informação israelitas para espiar altos funcionários dos EUA e elevou o nível de ameaça de contra-espionagem em relação ao seu "aliado" estrangeiro para o alerta máximo.
3 Jun 26
O que é que pode correr mal? Ocidente planeia usar ex-militantes do Estado Islâmico contra o Irão.
As agências de espionagem ocidentais pretendem utilizar militantes radicais sírios como força por procuração contra o Irão, segundo afirmou o chefe do Serviço Federal de Segurança russo, Aleksandr Bortnikov.
2 Jun 26
Invocando as constantes violações ao cessar-fogo de Telavive, Irão suspende negociações de paz com os EUA.
Teerão fechou a porta do processo negocial na cara de Trump e vai voltar a bloquear o Estreito de Ormuz, em resposta aos constantes bombardeamentos e ataques terrestres que as forças israelitas têm desenvolvido no Líbano.
1 Jun 26
Presidente do Parlamento iraniano: “Não obtemos concessões através do diálogo, mas sim através de mísseis.”
O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador nas conversações de paz com a Casa Branca, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerão considera a dissuasão militar essencial para qualquer negociação com Washington, rejeitando as “garantias" teóricas dos EUA.






