
Há cada vez mais especulação sobre a possibilidade das forças de defesa israelitas (FDI) ainda não terem lançado a invasão terrestre da Faixa de Gaza devido às ameaças do Irão e do seu aliado libanês Hezbollah. E não são apenas os inimigos de Israel que estão a dizer isto, já que o The Jerusalem Post relatou na segunda-feira que uma das principais razões para a paralisação da ofensiva é o medo de que o Hezbollah abra uma frente de combate na fronteira norte de Israel.
No entanto, o Comando Norte das FDI foi encarregado de assegurar a prontidão total das defesas na fronteira libanesa, para o caso de o Hezbollah se envolver. O JPost escreve:
“Vários factores parecem ter causado o atraso, mas fontes disseram ao Jerusalem Post que um dos factores tem sido a preocupação crescente de que o Hezbollah esteja à espera do momento em que a maioria das forças terrestres das FDI estejam empenhadas em Gaza para abrir uma frente no Norte.”
A ofensiva total de Israel estava prevista para sexta-feira ou sábado, mas foi adiada, com a chuva e o mau tempo a fazerem parte da lista de razões invocadas até segunda-feira.
Entretanto, o Irão está a intensificar as ameaças, talvez como parte de uma estratégia para reforçar as vozes dentro de Israel que apelam à cautela e à contenção. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão emitiu uma declaração do tipo “todas as opções estão em cima da mesa”:
امروز باهمتایانم در🇲🇾،🇹🇳و🇵🇰گفتگو کردم.
بر ضرورت توقف فوری کشتار و جنایات جنگی صهیونیستها در غزه و ارسال سریع کمکهای انساندوستانه به این منطقه تاکید شد.
تصریح کردم زمان برای راهحلهای سیاسی روبه پایان است و گسترش احتمالی جنگ در دیگر جبههها به مرحله اجتنابناپذیر نزدیک میشود.— H.Amirabdollahian امیرعبداللهیان (@Amirabdolahian) October 16, 2023
Iranian 🇮🇷 FM, Amir Abdullahian, in an interview with Oghov TV:
🔹 The resistance is capable of long-term wars against the enemy.
🔹 Any preemptive action by the resistance nexus or the Islamic Republic of Iran against the Zionist regime is envisaged in the coming hours. pic.twitter.com/dnWW6l3t2p
— Arya 🇮🇷 (@AryJeay) October 16, 2023
Por seu lado, os oficiais israelitas continuam a intensificar a sua retórica relativamente ao que Israel planeia fazer com Gaza, invocando o tristemente célebre bombardeamento dos aliados a Dresden, na Segunda Guerra Mundial, para justificar as suas intenções sanguinárias:
Israeli ambassador to the UK cites the firebombing of Dresden in 1945 (deliberate aerial incineration of civilian population centers by US and UK) as precedent for what Israel is about to do in Gaza pic.twitter.com/GFXuv5T2Lq
— Michael Tracey (@mtracey) October 16, 2023
Numa chamada telefónica na segunda-feira, o primeiro-ministro Netanyahu disse ao presidente russo Vladimir Putin que tenciona prosseguir com a ofensiva em Gaza, depois deste último ter alertado para as implicações humanitárias e políticas de um número catastrófico de mortos entre a população civil.
BREAKING: Netanyahu tells Putin in a phone call: Israel won’t stop its Gaza operation until it destroys Hamas’ military and governmental capabilities (1st phone call between them since the war started)
— Barak Ravid (@BarakRavid) October 16, 2023
Entretanto, uma sessão do Knesset, em Jerusalém, foi interrompida por uma barragem de rockets disparados da Faixa de Gaza, que levou os membros do parlamento israelita a serem evacuados para abrigos anti-bomba. As sirenes soaram por toda a cidade de Jerusalém, enquanto os ataques do Hamas continuaram durante várias horas.
Hamas divulga vídeo de refém israelita.
O Hamas divulgou um vídeo de “prova de vida” de um refém que está agora a ser amplamente partilhado online e noticiado, pelos meios de comunicação israelitas:
Hamas releases its first footage of a hostage. The group says it is providing medical treatment to her. Though I think this is a poor attempt to show they are treating the hostages well. The hostage appears to be Israeli. pic.twitter.com/JDATGYenCr
— Joe Truzman (@JoeTruzman) October 16, 2023
O curto vídeo mostra uma jovem mulher, Mia Schem, de 21 anos, a ser tratada depois de ter sido ferida no braço e, mais tarde, a falar para a câmara.
Schem foi raptada por terroristas do Hamas a 7 de Outubro, quando participava numa rave em Kibbutz Re’im, onde os terroristas do Hamas massacraram mais de 260 pessoas.
A jovem afirma que foi operada durante três horas, testemunhando:
“Estão a tratar de mim, estão a dar-me medicamentos. Só peço que me deixem regressar a casa, à minha família, aos meus pais, aos meus irmãos, o mais depressa possível. Por favor, tirem-me daqui o mais depressa possível”.
O comando militar israelita reagiu ao vídeo como era expectável:
“O Hamas tenta apresentar-se como uma organização humanitária quando, na realidade, é um grupo terrorista assassino, responsável pelo assassinato e rapto de bebés, mulheres, crianças e idosos”.
O número de mortos tem aumentado de ambos os lados. O Gabinete Central de Estatística da Palestina afirmou que as vítimas mortais entre os palestinianos é agora o mais elevado das últimas duas décadas, ultrapassando já as 3.000. Os óbitos em Israel ultrapassaram os 1.400, com mais de 4.100 israelitas feridos.
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