
Na sequência do mortífero ataque coordenado contra civis inocentes em Gaza pelos terroristas do Hamas, os falcões americanos iniciaram o seu habitual impulso belicista, procurando envolver novamente a América na tragédia do Médio Oriente.
O senador do Partido Republicano Lindsey Graham (R-SC), grão mestre da ordem belicosa, foi o primeiro da fila, ameaçando o Irão que, se houver uma intensificação das hostilidades envolvendo o Hezbollah, os EUA vão entrar no conflito.
To my Israeli friends, do whatever you have to do, for as long as you have to do it.
To Iran, if this war escalates with Hezbollah, we are all going to come after you. pic.twitter.com/xv3RZVcvwl
— Lindsey Graham (@LindseyGrahamSC) October 8, 2023
Graham acrescentou que, se o Hezbollah e outros representantes iranianos tentarem atacar os sistemas de defesa israelitas, os Estados Unidos devem atacar imediatamente as refinarias de petróleo iranianas e as infra-estruturas petrolíferas, “que são a força vital da economia iraniana”.
O senador continuou no seu tom fanfarrão e irresponsável:
“Já é tempo do Estado terrorista iraniano pagar um preço por toda a perturbação e destruição que está a ser semeada na região e no mundo.”
An attack by Hezbollah, and other Iranian proxies, would be devastating to Israeli defense systems. If such an attack occurs, Israel and the United States should go after the Iranian oil refineries and oil infrastructure – which is the lifeblood of the Iranian economy.
— Lindsey Graham (@LindseyGrahamSC) October 8, 2023
A ex-embaixadora da ONU e actual candidata às primárias do Partido Republicano, Nikki Haley, não quis ficar atrás na histeria e declarou, falsamente, que o Hamas atacou a América:
This is not just an attack on Israel—this was an attack on America.
Finish them, @Netanyahu.
They should have hell to pay for what they have just done. pic.twitter.com/0KKDwvOITS
— Nikki Haley (@NikkiHaley) October 8, 2023
O congressista Dan Crenshaw (R-TX), que nunca perde uma oportunidade para justificar os dólares que recebe do complexo industrial e militar americano, acha que este é o momento de fazer “a guerra que vai acabar com todas as guerras”. A expressão provém da retórica usada pelos aliados no início da Primeira Grande Guerra, cujo desfecho levou à Segunda Grande Guerra. Neste caso, a ironia escreve-se sozinha.
This will not be a fleeting conflict in the Israeli-Palestinian saga. This looks like it will be the war to end all wars. It needs to be clear to Hamas and the Iranian Ayatollah – & all their other proxies – that this was a severe miscalculation. They need to be defeated.
— Rep. Dan Crenshaw (@RepDanCrenshaw) October 8, 2023
Como no que respeita à vontade de fazer a guerra, republicanos (com algumas, poucas, excepções) e democratas estão geralmente de acordo, o infantil Secretário de Estado do regime Biden, Antony Blinken, declarou no Domingo que o Irão tem financiado consistentemente o terrorismo e grupos como o Hamas. A afirmação, se bem que verdadeira, não deixa de ser risível, dado que a Administração Biden acabou de fornecer ao regime iraniano a módica quantia de 6 mil milhões de dólares.
Secretary of State Antony Blinken, who signed off on the Biden Administration’s decision to unfreeze $6 billion in Iranian funds:
“Iran has unfortunately always used and focused its funds on supporting terrorism, on supporting groups like like Hamas”
— Benny Johnson (@bennyjohnson) October 8, 2023
Com o apoio do unipartido americano e da propaganda da imprensa ocidental, é só uma questão de tempo até Israel atacar o Irão.
“We suspect that Iran is involved” in the Hamas attack, Israeli Ambassador to the U.S. @AmbHerzog tells @margbrennan.
When asked if Israel will take the fight to Iran, Herzog says: “I will just say that whoever strikes Israel, we’ll strike back.” pic.twitter.com/CDU4uYHvn8
— Face The Nation (@FaceTheNation) October 8, 2023
E considerando que o Irão é uma potência regional, que tem aliados perigosos não só na Médio Oriente como na Ásia e em África, e que a reacção da Rússia e da China a um conflito desta natureza é imprevisível, escusado será dizer que tudo isto pode levar a uma guerra mundial, se bem que as dúvidas da capacidade dos EUA em particular e do Ocidente em geral para a ganhar tenham mais que muitas razões de ser.
If the U.S. and Israel stumble into a conflict with Iran, it will be unlike anything either has faced since the 1970s
Iran not only has the capability to strategically bombard Israel proper in response to aggression thanks to deep stocks of munitions, its missile force is also… pic.twitter.com/Wxg81n5N8b
— Iran Observer (@IranObserver0) October 9, 2023
BREAKING:
‘If the U.S decides to Directly Intervene in the Gaza Conflict, U.S. Bases and Troops in the Region will all become Legitimate Targets for the Axis of Resistance.’
– Iraqi “Kata’ib Sayyid al-Shuhada Brigades” (linked to Hezbollah and Iran)
These guys and Hezbollah… pic.twitter.com/gEFKVaZY4R
— Megatron (@Megatron_ron) October 8, 2023
The Gerald R. Ford Carrier Strike Group (GRFCSG) is moving closer to Israel as a show of support.
The carrier strike group involves Ticonderoga-class guided-missile cruiser USS Normandy (CG 60), and Arleigh Burke-class guided-missile destroyers USS Ramage (DDG 61), USS McFaul… pic.twitter.com/dl4iBTfDx4
— Global: Military-Info (@Global_Mil_Info) October 8, 2023
A comunicação social corporativa mal pode esperar pelo armagedão.
It looks like Western media is setting the stage for NATO to attack Iran
I remember the same rhetoric as the U.S. was planning to invade Iraq.
They had “evidence that Saddam had a part in 9/11 and he had weapons of mass destruction.” pic.twitter.com/MlsuE53zyN
— Echelon Report: Business News 🇱🇰🇬🇧🇦🇺 (@EchelonReport) October 9, 2023
Ainda assim, no meio do ruído e da sede de sangue, podemos ainda encontrar quem esteja a pensar com os neurónios todos. Charlie Kirk, por exemplo, faz uma observação pertinente.
It is indefensible and evil what happened to Israel.
It is also weird how many American leaders are more passionate about a foreign country than our own border invasion.
Pay attention.
— Charlie Kirk (@charliekirk11) October 9, 2023
Tucker Carlson, que está sempre do lado certo da barricada, aproveita para perguntar à sua enorme audiência se, independentemente dos horrores do Hamas e do que se possa pensar sobre a política de Israel em relação à faixa de Gaza, uma guerra com o Irão é do interesse dos Estados Unidos.
E Paul Joseph Watson, que é o melhor amigo que o ContraCultura podia ter, diz tudo o que é preciso dizer sobre o assunto: que por muito que nos choquem as inomináveis barbaridades do Hamas e por muito que possamos rejeitar o medieval regime de Teerão, os interesses dos europeus e dos americanos não coincidem, de todo, com os interesses israelitas. O regime de Nethanyau sabe disso muito bem. Mas as elites globalistas que nos governam, por ingenuidade ou malícia, preferem ignorar os factos.
E para fechar o argumento com a eloquência possível, o Contra destaca um detalhe que roubou a este lúcido clip.
Este post, publicado por uma conta sionista, já foi entretanto retirado. Mas é eloquente na mesma.
Nas altas esferas do poder em Israel não falta quem queira resolver o problema palestiniano através da “diversificação” da Europa. pic.twitter.com/DUVGCbUR5e— ContraCultura (@Conta_do_Contra) October 9, 2023
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