Desde há muito que Portugal deixou de ser um país independente. As pessoas neste momento votam nos partidos que aparecem na televisão na última semana das campanhas eleitorais, com base nas sondagens que a comunicação social lhes dá. A maior parte nem sequer sabe que existem mais de duas dezenas de partidos em Portugal e a larga maioria pensa que vota num governo, e nem sabe que vota apenas numa lista de deputados por distrito.
Os deputados eleitos pelos distritos elegem um governo, no entanto, este já foi eleito há muito, porque uma elite globalista investe das campanhas dos vários partidos, muitas vezes de forma indirecta, controlando apenas a comunicação social. Parece teoria da conspiração. Pois, mas não é.
Temos de tomar em conta esta introdução, para entender os joguetes entre os partidos com assento na Assembleia da República e perceber que estes deputados não estão lá para aprovar legislação que defenda os distritos pelos quais foram eleitos e os interesses dos seus eleitores. Estão lá para executar a disciplina de voto partidária.
No caso da aprovação da despenalização das drogas sintéticas, não foi diferente. Tirando alguns deputados que se abstiveram e o Partido Chega que votou contra, um dos pontos da agenda globalista entrou mais uma vez em acção. “É isto que a nossa iniciativa pretende. Distinguir o consumidor do traficante”, e desta forma despenalizaram a posse de estupefacientes para consumo próprio.
Aparentemente, para distinguir o consumidor do traficante, bastam as quantidades em posse, o que de facto despenaliza o tráfico, pois o traficante pode fazer várias viagens por dia e levar as drogas aos clientes, alegando que é “para consumo próprio”. E despenalizar o consumidor também não é solução porque sempre que haja consumidores, haverá traficantes. E quanto maior a procura, maior a oferta ou maior o preço do produto, caso não haja oferta. São regras básicas da economia de mercado.
Como é que esta gente que nos governa quer diminuir o consumo de substâncias que são ilegais, que destroem a saúde e que matam pessoas, ao despenalizá-las? Esta era a pergunta que deveríamos fazer!
Se pensarmos na vertente social, isto é uma autêntica distopia e a transformação completa da sociedade. Qualquer um vai poder “mandar uns drunfos”, ficar viciado e ser desculpabilizado. “Coitado do drogadito que não estava nas suas faculdades mentais.”
Considerando que os nossos filhos terão muito mais facilidade de acesso às drogas, verificamos que a sociedade entrará num declínio completo.
Se pensarmos na forma psicótica como os globalistas tentam destabilizar a nossa sociedade, com a introdução dos temas LGBT da disforia de género, da alimentação com insectos, das migrações em massa ou da facilidade de acesso a drogas, constatamos que são políticas progressistas fáceis de desmontar, introduzidas por aprovação legislativa nas escolas, doutrinando as nossas crianças, e pagas com o erário público para implementação administrativa e propaganda na comunicação social.
Verificamos também que ninguém no governo ou na comunicação social está disponível para o confronto de ideias, e até passam ao insulto e à tentativa de descredibilização de quem tem uma opinião contrária. E assim, simplesmente seguem ordens de quem lhes paga, que é quem manda.
Olhando rapidamente para o que se passa nos EUA, verificamos que isto já está a acontecer em larga escala. A quantidade de migrantes que têm entrado nos Estados Unidos, com a administração de Joe Biden, é proporcional ao tráfico de estupefacientes e também proporcional à mortalidade por consumo de drogas naturais e principalmente de drogas sintéticas.

Os casos de mortes por overdose aumentaram mais de 50% entre 2019 e 2021. E se os números de 2021 já eram absurdamente assustadores, os de 2022 subiram para o número de 109,699.

Quando olhamos para as drogas sintéticas, que apareceram no mercado em força neste milénio, verificamos que nestes últimos 8 anos já passaram a ser as opões preferenciais. E mesmo aqueles que defendiam a liberalização de algumas drogas como a canábis, como planta natural e com efeitos medicinais, podem observar que o governo e os partidos da oposição, que basicamente saltaram sobre a fase dos estudos, passaram para o modo de “aceleração máxima” na aprovação da lei de despenalização da posse de estupefacientes. Vamos assim embater directamente contra uma parede a alta velocidade.
Veja-se o que aconteceu na Califórnia nos últimos 3 anos, nomeadamente em relação ao uso do Fentanyl. O consumo disparou, a toxicodependência disparou, a mortalidade disparou, num movimento de degradação social sem precedentes.

California Senator Tom Umberg discusses the impacts of fentanyl in CA. 👀
“Fentanyl right now is the largest killer of individuals between the age of 18 and 45. It exceeds all other causes of death. Every 8.57 seconds, somebody dies of a fentanyl overdose.” pic.twitter.com/fXd9Kwx0Tg
— HumanDilemma (@HumanDilemma_) August 30, 2023
Jovens na flor da vida morrem diariamente, sem que os pais cheguem sequer a saber que os filhos consumiam drogas. Estas drogas sintéticas são autênticos venenos de cobra e a partir de agora estarão acessíveis em Portugal e com muito mais facilidade de distribuição, já que qualquer um pode fazer viagens consecutivas ao fornecedor, alegando sempre que é para consumo próprio.

Se acham isto normal numa sociedade civilizada, é porque a vestimenta woke vos cai na perfeição. Caso contrário, o conselho que dou, é: Estejam atentos aos vossos filhos, a qualquer altura podem ser vitimas da normalização e da pressão social progressista, do “É cool” ou do “não sejas careta”!
Porque para os poderes instituídos e as elites neo-liberais, quanto pior, melhor.
NUNO PEREIRA
Nuno Matos Pereira é licenciado em Sistemas de Informação e Multimédia, com PG em CID e ESP. SEO.
Faz análise política e estudos sobre políticas globalistas e agenda 20/30.
É coordenador distrital do partido Alternativa Democrática Nacional (ADN).
Pode segui-lo no Twitter/X: @matospereiracom
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