A Biblioteca do Congresso dos EUA, a maior do mundo, emitiu na segunda-feira da semana passada um pedido público de desculpas via Twitter (agora renomeado “X”), por ter usado “pronomes incorretos” para descrever um autora “não-binária” que realizou uma sessão de autógrafos na instituição financiada pelos contribuintes americanos.
A instituição cultural mais antiga da federação postou isto:
“Pedimos desculpas a Casey McQuiston por termos usado pronomes incorretos no nosso último post”.
We deeply apologize to Casey McQuiston for using incorrect pronouns for them in our last post. Casey will be signing books after the conversation about “Red, White & Royal Blue” at the Library on Tuesday evening.
Register to attend: https://t.co/eOTh8b03f6 pic.twitter.com/qiuwAnZBDS
— Library of Congress (@librarycongress) August 7, 2023
O post ofensivo em causa foi aparentemente apagado, pois já nem aparece no feed do Twitter da biblioteca.
A Biblioteca do Congresso organizou uma sessão de autógrafos para McQuiston, que se auto-identifica como queer e “não-binária”, de forma a celebrar a adaptação da Amazon Prime do livro “Red, White, and Royal Blue” e adicionou formalmente o romance à sua coleção LGBTQ+. O livro conta a história de uma rixa entre um príncipe britânico e o filho do presidente dos Estados Unidos, que se transforma num romance homossexual.
Os seguidores da célebre instituição cultural no Twitter criticaram a revisão gramatical ao serviço do politicamente correto, descrevendo o post como “embaraçoso” para os EUA e para os bibliotecários em particular e para a literacia em geral. Até contas anti-woke profissionais como o Libs of TikTok pareciam estar sem palavras para qualificar a idiotia, enquanto vários outros utilizadores perguntavam se a Biblioteca do Congresso não tinha assuntos mais urgentes para atender.
Em Setembro passado, a decisão da biblioteca de permitir que a estrela pop orgulhosamente obesa Lizzo tocasse uma flauta de cristal de 200 anos que pertencera ao pai fundador e quarto presidente dos Estados Unidos, James Madison, durante um espectáculo em Washington DC, também dividiu as opiniões do público. A cantora, uma flautista com formação clássica, gabou-se num tweet após espectáculo de que era
“A PRIMEIRA E ÚNICA PESSOA A TOCAR ESTA FLAUTA DE CRISTAL PRESIDENCIAL DE 200 ANOS”
A afirmação foi acompanhada por um vídeo em que a gordinha tocava o instrumento enquanto se rebolava numa obscena indumentária dourada.
NOBODY HAS EVER HEARD THIS FAMOUS CRYSTAL FLUTE BEFORE
NOW YOU HAVE
IM THE FIRST & ONLY PERSON TO EVER PLAY THIS PRESIDENTIAL 200-YEAR-OLD CRYSTAL FLUTE— THANK YOU @librarycongress ❤️ pic.twitter.com/VgXjpC49sO
— FOLLOW @YITTY (@lizzo) September 28, 2022
Apesar de seu estatuto lendário – possui mais de 175 milhões de obras em mais de 470 idiomas – a Biblioteca do Congresso foi recentemente pressionada a seguir o exemplo do governo Biden e enfatizar a diversidade, a equidade e a inclusão.
Os resultados saltam à vista. Embora não sejam nada bonitos de se ver.
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