O “aquecimento global” é a “ameaça existencial” número um para o mundo, afirmou Antony Blinken, o principal diplomata dos EUA.
A ameaça de aniquilação nuclear não é mais séria do que a ameaça climática, segundo o secretário de Estado dos EUA, que numa só afirmação consegue produzir dois truques de ilusionismo: desvalorizar o conflito termo-nuclear para o qual a administração que representa nos está a arrastar e exponenciar o alarmismo sobre o carácter apocalíptico das alterações climáticas.
Numa entrevista concedida ao 60 Minutes Australia, Blinken foi questionado se a guerra nuclear ou a questão ambiental representavam “a maior ameaça à humanidade”. Respondeu assim:
“Bem, não podemos, eu acho, ter uma hierarquia. Existem algumas coisas equivalentes… incluindo um conflito nuclear potencial, mas não há dúvida de que o clima representa o desafio existencial de nossos tempos, embora isso não signifique que, entretanto, não existam outros desafios severos à ordem internacional, como a agressão da Rússia contra a Ucrânia”.
É difícil encontrar declarações mais eloquentes sobre o double speak que é característico da actual administração americana: a ameaça que não existe passa a facto dantesco enquanto a ameaça que é factual é relativizada pela retórica. A verdade é a mentira, a guerra é a paz, a ciência é a superstição, o ódio é amor e etc.
Espantoso.
Os poderes instituídos e os megafones propagandistas da imprensa corporativa garantiram às massas que o passado mês de Julho terá sido o mês mais quente da história, apesar das mensurações da temperatura da atmosfera terrestre datarem apenas do fim do século XIX e do método falacioso com que estão a ser medidas nos Século XXI.
Neste contexto de histeria e grosseira manipulação da opinião pública, a ONU pediu “acção acelerada” para reduzir as emissões de carbono, incluindo o fim global do uso de carvão até 2040. No início deste Verão, o enviado especial do presidente dos EUA para o clima, John Kerry, exigiu uma revisão do sistema agrícola mundial para reduzir as emissões de carbono da agricultura numa tentativa de evitar “meio grau de aquecimento até meados do século”.
Vamos empobrecer os agricultores e os produtores de gado e deixar de comer carne e encarecer loucamente os produtos agrícolas para resolver um problema que não existe e que, mesmo que existisse, não seria resolvido com um decréscimo de meio grau.
Enquanto isso, o regime Biden continua a sua política de apoio ilimitado a Kiev, porque a indústria militar, aparentemente, não produz dióxido de carbono. Os EUA e os seus aliados da NATO armaram a Ucrânia com mísseis de longo alcance e estão actualmente a discutir o fornecimento de sofisticados caças a Kiev, apesar das repetidas advertências de Moscovo de que tais armas aumentam drasticamente as chances de uma guerra total entre a Rússia e o Oeste.
As forças de Kiev também fizeram repetidas tentativas de atingir fábricas nucleares russas, mas o risco ambiental destas iniciativas não perturba a consciência climática de Blinken.
A histeria do apocalipse climático está até a conduzir as elites globalistas para extremos impensáveis e criminosos: depois de ficarmos a saber que a UE está a estudar tecnologias para intervir artificialmente nos processos naturais da atmosfera, também o Regime Biden parece mostrar vontade de aprendiz de feiticeiro, através da interferência irresponsável e criminosa da radiação solar que chega à Terra.
À falta do colapso natural do planeta que nos prometem constantemente para amanhã de manhã, há que produzir um artificialmente.
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