Num festival protestante na Alemanha, o pastor protestante Quinton Caesar proferiu um sermão repleto de slogans liberais, incluindo a afirmação de que o deus cristão é “maricas” (“God is queer”). Entretanto, um número recorde de alemães está a abandonar a Igreja. E não é de espantar.
Falando aos participantes do Congresso da Igreja Evangélica em Nuremberga, no domingo passado, Quinton Caesar declarou que
“Agora é o momento de dizer que as vidas negras são sempre importantes, que Deus é maricas e que os migrantes devem ser bem-vindos à Europa.”
Podia estar a beber chá em Davos, na companhia de Bil Gates.
‘God is Queer’, declares pastor Quinton Caesar, who goes by she/her pronouns, at closing ceremony of the German Protestant Church Congress in Nuremberg. pic.twitter.com/wMIlxj0MDe
— Catch Up (@CatchUpFeed) June 12, 2023
Embora o seu discurso tenha sido recebido com aplausos arrebatadores pela audiência, os cristãos na web ficaram perplexos.
O autor cristão americano Michael Sebastian descreveu o discurso de Caeser como
“uma descrição sucinta de todos os pontos-chave da religião do regime”.
O autor conservador Auron MacIntyre acusou os progressistas, como Caesar, de
“esvaziarem a religião e usarem a cor da pele como um troféu”,
Outros comentadores descreveram o sermão como “nojento”, “herético” e “satânico”.
Também não é de espantar.
O discurso de Caeser encerrou um congresso de cinco dias que viu 100.000 protestantes descerem a Nuremberga para sermões, debates e actuações de música cristã. Embora o evento não seja organizado pela Igreja Evangélica da Alemanha – organização a que pertence a maioria dos protestantes alemães – realiza-se todos os anos desde 1949 e é um dos pilares do calendário religioso do país.
Caesar, originário da África do Sul, descreve-se nas redes sociais, com honestidade que é de louvar, até porque a louvar pouco mais resta, como um “pastor activista”. O seu discurso surge uma semana depois de uma igreja anglicana em Londres ter organizado uma actuação de drag queen para as “comunidades LGBTQAI+ e outras pessoas e grupos marginalizados” locais. Uma igreja protestante na Suécia também foi alvo de críticas contundentes em 2019 por ter substituído um retábulo que retratava Adão e Eva por um que mostrava casais homossexuais em poses sugestivas.
A Igreja Evangélica na Alemanha permite que os seus pastores oficiem casamentos homossexuais desde 2016 e um dos seus bispos foi notícia em 2021 por ter pedido publicamente “perdão” à comunidade LGBTQ durante uma parada do “Orgulho” em Berlim.
Apesar da sua adesão à visão liberal do mundo, ou precisamente por isso, a Igreja protestante está a perder membros rapidamente. Um número recorde de 380.000 crentes abandonou a prática religiosa em 2022, acima do recorde anterior de 340 000 em 2021. A Igreja Católica não se está a sair melhor, perdendo 359 000 membros em 2021.
Igreja de Inglaterra discute um Deus de género neutro.
Protestantes liberais estão a pressionar a Igreja Anglicana a abolir das escrituras e dos serviços religiosos as referências a Deus com base no género, de acordo com o Telegraph. Descrever Deus como um homem, argumentam, é uma “leitura teológica errada”.
O argumento foi apresentado numa sessão do Sínodo Geral – o órgão legislativo da Igreja – esta semana. A Reverenda Joanna Stobart, de Bath e Wells, perguntou à Comissão Litúrgica que passos estavam a ser dados “para desenvolver uma linguagem mais inclusiva na nossa liturgia autorizada”.
Stobart disse que queria mais opções para “falar de Deus de uma forma não sexista” e mais orações que não se referissem a Deus “usando pronomes masculinos”.
(Os 4 evangelhos devem fazer muita confusão a esta senhora).
A Comissão Litúrgica é responsável por definir a forma como os serviços religiosos são realizados, incluindo o tipo de linguagem utilizada durante esses serviços. O seu vice-presidente, o bispo de Litchfield, disse a Stobart que a comissão “tem vindo a explorar a utilização de linguagem de género em relação a Deus há vários anos” e que iria discutir o assunto com a Comissão de Fé e Ordem na Primavera.
No entanto, qualquer alteração à liturgia da Igreja exigiria a aprovação unânime do Sínodo, onde existe uma forte oposição, graças a Deus. O Reverendo Ian Paul, membro do Conselho dos Arcebispos da Igreja, respondeu à proposta de Stobart assim:
“O facto de Deus ser chamado ‘Pai’ não pode ser substituído por ‘Mãe’ sem alterar o significado, nem pode ser neutralizado em termos de género para ‘Pai’ sem perda de significado. Os pais e as mães não são intermutáveis e relacionam-se com os seus filhos de formas diferentes. Se a Comissão Litúrgica procura mudar isto, então estará a afastar a doutrina da Igreja dos seus fundamentos nas Escrituras.”
Nem mais.
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