O planeta Terra apresenta condições favoráveis à vida há cerca de 3 ou 4 biliões de anos. E parece que esta estável permanência não é assim tão frequente no universo, e muito questionável segundo as leis da física. Um recente estudo de Toby Tyrrel, professor de Ciências da Terra e dos Oceanos na Universidade de Southampton, conclui que as probabilidades dessa prolixa longevidade são muitíssimo baixas.
As alterações na intensidade da actividade solar, as delicadas dinâmicas atmosféricas e geológicas da Terra, a quantidade e complexidade das variáveis que se devem manter em equilíbrio permanente para que a vida prospere, as ameaças ao equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas provindas do espaço (como o impacto de asteroides e cometas ou as alterações de órbitas de outros corpos do sistema solar), contribuem para essa improbabilidade grande, dado o imenso lapso temporal.
Correndo várias simulações com 1000 planetas enquadrados segundo as mesmas condições originais da Terra e fazendo passar essa interminável quantidade de tempo, Tyrrel obteve um conjunto de resultados que demonstram a escassa viabilidade do sistema terráqueo sobreviver assim durante tantos e incontáveis milénios: dependendo dos inputs dados às simulações, as probabilidades do planeta azulado persistir em fornecer desinteressadamente condições óptimas para a vida serão de 16 por milhar, no máximo, e de 1 por milhar, no mínimo.
É claro que, sendo o seu salário proveniente de uma universidade ateísta e dogmática, como a universidade de Cambridge é ateísta e dogmática, a hipótese desta improbabilidade se dever ao fine tuning, determinismo que implica a acção criadora, transcendente e necessariamente inteligente, está fora de questão. Tudo menos isso. E assim sendo, Toby Tyreel prefere a morte da ciência à existência de Deus: o facto de estarmos aqui, vivos e conscientes andarilhos sobre a superfície curva deste improvável planeta deve-se à…
Sorte.
Sim, a partir de agora, a insondável fortuna é uma variável científica (para não lhe chamar uma constante, o que seria uma contradição em termos). O cosmos é representado, neste contexto delirante, como uma espécie de casino existencial.
Assim, é difícil levar a Ciência a sério.
Relacionados
7 Out 26
OpenAI e Anthropic estão a investigar dezenas de milhares de incidentes de segurança criados pelos seus sistemas de IA
A OpenAI e a Anthropic debatem-se com um problema de segurança que é várias ordens de magnitude mais complexo do que se sabe publicamente, incluindo casos em que o "botão de desactivação" não impediu a actividade de agentes de IA maliciosos.
3 Out 26
Luna 2: O primeiro contacto.
Em 1959, a nave soviética tornou-se o primeiro veículo artificial a atingir a superfície da Lua, inaugurando uma era de grandes descobertas: o lançamento das primeiras sondas, o primeiro veículo espacial lunar e o primeiro homem a pisar o satélite natural da Terra.
2 Out 26
Um número para a escadaria do cosmos.
Chris Lehto segue a velha máxima "como em cima, assim em baixo" para determinar uma constante de progressão entre escalas tão diferentes como a do protão e a do Sol, da bactéria e da Via Láctea. Uma teoria que vale a pena explorar.
30 Set 26
Porquê e para quê? “Cientistas” de Stanford criam ratos com cérebros parcialmente humanos.
Sem se perceber que raio é que esta abominação contribui para o progresso da ciência ou o bem estar da humanidade, uma equipa de discípulos do Dr. Victor Frankenstein criou ratos cujos cérebros são em grande parte construídos a partir de células humanas
29 Set 26
Departamento de Saúde chefiado por Robert F. Kennedy, Jr. financia investigação de ganho de função em 186 vírus “Frankenstein”.
Contra tudo o que RFK Jr. diz combater, o seu HHS financiou com dinheiro dos impostos dos americanos uma pesquisa de ganho de função em agentes patogénicos "Frankenstein", supostamente mais eficazes na superação do sistema imunitário humano. Com que fim?
25 Set 26
A uns bits da III Guerra Mundial: sistema de IA alucinado inventou componentes nucleares a bordo de navio chinês com rumo ao Irão.
Na Primavera deste ano, os Estados Unidos viram-se a caminhar para um conflito militar com a China com base em dados de “inteligência” completamente fabricados por uma unidade de inteligência artificial que "alucinou".






