A Queda dos Anjos Rebeldes . Pieter Bruegel o Velho . 1562

 

O ContraCultura tem constantemente alertado os seus leitores para a probabilidade de aqueles que controlam as alavancas da sociedade não terem os melhores interesses dos cidadãos como prioritários nas suas agendas e serem apenas movidos por um desejo carnívoro de riqueza, poder e controlo sobre as massas. É hoje, talvez mais do que nunca, determinante encarar a vida política e económica e seus reflexos mediáticos com um cepticismo de olhos bem abertos em relação a tudo e a todos.

É por isso que este projecto editorial deriva de um pressuposto realista que só confia em dados que possa reproduzir, em factos que podem ser comprovados e em pessoas que apresentem argumentos convincentes e baseados na realidade, sem preconceitos ideológicos ou decorrentes de contingências financeiras.

O mundo é um lugar assustador e aqueles que constituem o “governo invisível”, que puxam os cordelinhos e usam a sua riqueza ilimitada para comprar os políticos, os meios de comunicação social, a indústria do entretenimento, a academia, a indústria médica e os chamados “especialistas”, são movidos pela sua sede aparentemente insaciável de governar o mundo. Acreditam que os fins justificam os meios. Esses sociopatas não se importam com quantas pessoas matam ou quantas vidas arruínam financeiramente na sua busca incessante pelo poder absoluto. Proclamam-se deuses, com base no poder que podem exercer através da sua riqueza. A sua hubris não tem limites.

Vivemos actualmente numa era de manipulação das massas nunca antes vista na história da humanidade. O advento das tecnologias digitais e das mensagens instantâneas dos meios de comunicação social proporcionou a estes demónios malévolos os meios para tecerem a sua teia de mentiras e, essencialmente, desenvolverem ambiciosas e massivas operações de lavagem ao cérebro, aterrorizando ou adormecendo ou enganando as massas de forma a torná-las obedientes aos mais insanos mandatos e mais facilmente manipuláveis em função das suas agendas nefastas. Os últimos anos provaram que estas técnicas de propaganda psicológica, aplicadas através do uso dos meios de comunicação corportativos, de políticos e “peritos” comprados e de uma população complacente, que tantas vezes se comporta como gado, destruíram essencialmente a civilização ocidental e o espírito dos cidadãos, embrutecidos por décadas de doutrinação nas escolas públicas e engordados à custa de políticas monetárias desastrosas, mas que os varam à dependência do estado para todo o tipo de funções sociais.

Acontece que os “teóricos da conspiração” e uma série de outros indivíduos com pensamento crítico, acabaram por ter razão em quase todas as vertentes fundamentais que moldaram as sociedades nos últimos anos. Enquanto fabricam constantemente falsas narrativas, os poderes instituídos, num fenómeno de projecção que há-de ser objecto de estudo pelas academias do futuro, usa a ‘desinformação’ como pretexto para a instalação de regimes totalitários, contando com a imprensa corporativa e a gestapo de Silicon Valley como braços armados na guerra sobre a realidade, suprimindo quaisquer pontos de vista alternativos, censurando aqueles que podem refutar as suas narrativas e subtraindo das plataformas digitais qualquer pessoa que se atreva a questionar a sua autoridade e o enredo aprovado.

E se o leitor tem dúvidas sobre o processo totalitário em curso, basta observar o que se está a passar em relação ao livre discurso no Reino Unido, na República da Irlanda, ou no Canadá, ou conhecer as recomendações mais que draconianas do World Economic Forum sobre o assunto.

Durante a pandemia, a maior parte dos regimes ocidentais atingiram o objectivo estabelecido pelo chefe da CIA, William Casey, em 1981. Tudo o que o público acreditou desde Março de 2020 era falso. Algumas pessoas parecem estar a acordar do seu estupor, mas pode ser demasiado tarde. O dano está feito, e as dezenas de milhões de indivíduos psicologicamente quebrados ainda são material maleável para o Estado Profundo. A verdade veio à superfície. Mas a maior parte dos cidadãos ocidentais permanece submersa na teia de mentiras e falsidades que lhes foi cirurgicamente inculcada. São como os residentes da caverna de Sócrates que, mesmo quando escutam a revelação de um deles que escapou para a realidade exterior, não conseguem acreditar no seu relato.

Não somos mais do que peças descartáveis num tabuleiro de jogo para quem dá as ordens e dirige o espectáculo. E as regras desse jogo, que na verdade sempre foi jogado pelas elites, sofreram radicais alterações programáticas.

Há agora uma nova narrativa a ser contada, onde todos os tiranos que exigiram subserviência aos seus criminosos mandatos pandémicos procuram fugir às suas directas responsabilidades. Aqueles que acusavam os não vacinados pela ineficácia de vacinas experimentais que ainda estão a matar milhões de pessoas em todo o mundo, enquanto contratavam negócios chorudos e corruptos com as grandes farmacêuticas; aqueles que não nos permitiram sequer dizer adeus aos entes queridos que morriam nem assistir aos seus funerais, mas que jantavam em restaurantes extravagantes e que se embriagavam em concorridas festas de Natal; aqueles que permitiam que as grandes superfícies continuassem abertas enquanto destruíam os pequenos negócios, que destituíam a classe média enquanto agraciavam as grandes corporações de valor imaterial como a Amazon, a Google ou a Nerflix; esses criminosos não têm redenção possível. Vão encontrar apenas impunidade, porque o sistema judicial dos regimes ocidentais há muito que perdeu a sua independência e, durante a pandemia, foi apenas mais um instrumento de poder político.

Mas a impunidade não salva ninguém.

Estes hipócritas assassinos que mataram centenas de milhares de idosos ao colocarem conscientemente doentes infectados em lares de terceira idade; que mataram outros tantos ao colocarem doentes tratáveis em ventiladores; que mataram outros tantos ao não permitirem que tratamentos seguros e eficazes como a ivermectina e a hidroxicloroquina fossem prescritos pelos médicos, que mataram e feriram outros tantos ao forçarem uma perigosa terapia genética a centenas de milhões de pessoas através de ameaças, mandatos e um fluxo interminável de mentiras, a propósito de uma gripe com uma taxa de mortalidade marginal para quem tem menos de 85 anos e não é obeso mórbido; esses assassinos não têm salvação possível. E são muitos. Entre políticos, magnatas, cientistas, professores, ‘jornalistas’, burocratas, tecnocratas, banqueiros, corretores, actores, ‘peritos’, ‘líderes de opinião’, médicos, enfermeiros, activistas e uma enorme panóplia de imbecis, todos são responsáveis directos pela destruição civilizacional sem paralelo, que inclui, para além da mortandade, a maior transferência de riqueza na história da economia, a falência técnica dos sistemas públicos de saúde, a descredibilização da actividade científica, a anulação de normas constitucionais centenárias e a obliteração continuada de direitos e liberdades que até aqui considerávamos fundamentais à vida humana e à filosofia moral.

Os “especialistas” que pedem perdão por terem sido apanhados na “histeria” do momento não estavam errados ou equivocados. Eles estavam a mentir, o que é completamente diferente. E dado o alto preço das suas mentiras, precisam de pagar caro pelos crimes contra a humanidade que desavergonhadamente perpetraram. No que diz respeito às expectativas do ContraCultura, e certamente às expectativas dos dissidentes que sofreram na pele e na psique as consequências da sua lucidez e coragem, só há um final satisfatório para esta sinistra história: Nuremberga 2.0.

Fomos desprezados, ridicularizados, ostracizados, censurados, despedidos, aviltados, desejados mortos pelas ovelhas de espírito autoritário que exigiam obediência, e tratados como párias da mesma maneira por políticos e por amigos, por âncoras de telejornal tanto como por familiares que acreditaram cegamente na narrativa ao ponto de submeterem até, sem qualquer escrutínio prévio, os seus filhos infantes ao veneno com que a indústria farmacêutica fez crescer os seus lucros para patamares astronómicos.

Os poderes instituídos levaram ainda assim a sua agenda longe demais e depressa demais, por desespero, à medida que os alicerces conceptuais, técnicos e financeiros da sua falsa ordem mundial começavam a esboroar-se. Este desespero expôs as suas mentiras gritantes a um vasto leque de pensadores críticos em todo o mundo, que não se deixaram dissuadir e teimaram em fazer ouvir a sua voz nas redes sociais (quando a censura não os calou), nos blogues e em websites onde a liberdade de expressão triunfou contra tudo e contra todos. Quando a verdade foi censurada e suprimida no Youtube, surgiram alternativas como o Rumble, o Bitchute e o Odysee. Quando o Facebook e o Twitter proibiram quem dizia a verdade, foram criadas novas plataformas como o Gab e o Truth Social.

Jornalistas, cientistas e médicos silenciados pelas redes sociais e pela imprensa corporativa, como Glenn Greenwald, Alex Berenson, Robert Malone e muitos outros, gravitaram para o fórum de liberdade de expressão que é o Substack, onde são livres de dizer a verdade e ganhar dinheiro através de subscrições voluntárias. Elon Musk adquiriu entretanto o Twitter e tem confirmado as expectativas de promoção do livre discurso, apesar de, surpreendentemente para alguns, ter recentemente contratado para CEO da empresa uma senhora que transita directamente do WEF. Seja como for, a companhia do passarinho azul já não é, hoje, um aparelho de censura do Partido Democrata e do Estado Profundo.

Porém, o uníssono unipartidário dos regimes ocidentais, já tangível em Portugal e evidente em quase toda a esfera ocidental, que trai o velho e sagrado princípio da representação, em que os políticos eleitos concordam em todas as questões fundamentais da actualidade (pandemia e vacinação, alterações climáticas, guerra na Ucrânia, excesso populacional, políticas monetárias, políticas fiscais, etc.) enquanto ignoram paulatina e assumidamente os interesses dos seus eleitores, está para ficar e será muito difícil de destituir ou apenas contornar. O sistema é financiado e controlado por organizações de carácter satânico como a Bildberg e o WEF, corporações de capital anónimo que têm como filosofia o globalismo e como objectivos únicos o lucro e o poder, e gente muito pouco recomendável como Soros, Gates e outros bilionários obscuros que operam à margem de qualquer escrutínio. Estas entidades de carácter autoritário não cederão sem luta.

Além disso, ainda há muita, mas mesmo muita gente ceguinha que acredita que JFK foi assassinado por um atirador solitário; que Epstein se suicidou e que numerosas celebridades, políticos e financeiros não são pedófilos; que a Reserva Federal não é controlada por Wall Street; que Klaus Schwab e os seus acólitos do WEF não estão a tentar instalar uma tirania global onde comemos insectos, nada possuímos e somos felizes; que a ‘diversidade’ é uma virtude das sociedades civilizadas em vez de um instrumento para aniquilar a identidade dos povos e empobrecer a classe média; que o cristianismo é essencialmente destrutivo enquanto o islamismo ou o sionismo ou o budismo são tradições religiosas e culturais sem mácula na história universal; que o homem branco é racista e supremacista como nenhuma outra etnia, mesmo quando pensa que não o é e age como se não o fosse; que a actividade industrial humana, que conta dois séculos, está a causar alterações climáticas que vão levar ao apocalipse de um planeta com quatro ou cinco mil milhões de anos; que Bill Gates não está a criar vírus e a investir em fabricantes de vacinas, enquanto compra terras agrícolas, como parte do seu sonho de diminuir a população “excedentária”; que Soros não está a financiar a eleição de apparatchicks neo-marxistas cujo único objectivo é destruir as cidades e os Estados que dirigem; que os peritos como Fauci não são influenciados pelas grandes quantias de dinheiro que lhes são pagas pelas grandes empresas farmacêuticas para falsificarem a sua investigação e ignorarem as mortes causadas por estes produtos; que a gripe chinesa não foi transformada numa arma de aquisição ilícita e ilegal de poder político e financeiro; que no dia 6 de Janeiro aconteceu uma insurreição armada em Washington; que Putin é literalmente Hitler e os EUA não fizeram explodir os oleodutos Nordstream enquanto travam uma guerra por procuração contra a Rússia; que Rishi Sunak é um primeiro-ministro legítimo no quadro de um estado de direito constitucional; que Macron é um moderado que defende os interesses do país que governa, que Trudeau é um liberal simpático e tolerante; que a Inglaterra, a Irlanda, a Escócia, a Austrália, a Nova Zelândia, a Alemanha, os Estados Unidos e o Canadá, são países onde os cidadãos vivem livres e que as eleições garantem a permanência dos princípios da democracia por todo o Ocidente.

Não podiam estar mais enganados, todos estes crédulos inumeráveis, claro. Optam por ignorar deliberadamente os factos, ou porque são realmente obtusos ou porque são compensados por apoiar e perpetuar as falsas narrativas dos seus senhores. É por isso imperativo permanecer na frente de batalha, e não dar tréguas ao inimigo. Porque mais que um confronto ideológico, mais até que um conflito cultural, travamos neste momento da história um combate entre o bem e o mal, nas suas manifestações absolutas.

O Contra tem consciência da sua ínfima dimensão mediática e do seu estreito impacto. Mas continuará determinado na defesa da sua filosofia editorial e nunca por nunca dobrará o joelho perante as forças maliciosas que odeiam os valores fundacionais da civilização ocidental: o livre arbítrio, a ética cristã, o primado do indivíduo sobre o fascismo colectivista, a sagração da vida humana e do exercício consciente do percurso existencial, a manutenção de um eixo consistente com a realidade histórica e fenomenológica.

Os fazedores de cinzas não passarão.