Joe Biden e a sua família estão a ser alvo de um crescente número de denúncias de corrupção comunicadas ao Congresso americano, embora até agora nada tenha acontecido de relevante em termos judiciais.
O senador Chuck Grassley (R-IA) e o representante James Comer (R-KY) afirmam que um documento interno do FBI contém provas de um “esquema criminoso” em que Biden participou, trocando dinheiro por decisões políticas quando era vice-presidente.
🚨🚨🚨@RepJamesComer & @ChuckGrassley reveal the existence of an FBI record alleging then-VP Biden engaged in a bribery scheme with a foreign national.
According to a whistleblower, this record details an alleged arrangement involving an exchange of money for policy decisions.… pic.twitter.com/6yLwPLi8Hw
— Oversight Committee (@GOPoversight) May 3, 2023
Numa carta dirigida ao Procurador-Geral Merrick Garland e ao Director do FBI Christopher Wray na semana passada pelos dois legisladores, lemos:
“Recebemos denúncias não classificadas, legalmente protegidas e altamente credíveis. Chegou ao nosso conhecimento que o Departamento de Justiça (DOJ) e o Federal Bureau of Investigation (FBI) possuem um formulário FD-1023 não classificado que descreve um alegado esquema criminoso envolvendo o então vice-presidente Biden e um cidadão estrangeiro relacionado com a troca de dinheiro por decisões políticas. Foi alegado que o documento inclui uma descrição precisa da forma como o esquema criminoso foi empregue, bem como do seu objectivo.”
Numa declaração conjunta Chuck Grassley afirmou:
“Acreditamos que o FBI possui um documento interno não classificado que inclui alegações muito sérias e detalhadas que implicam o actual Presidente dos Estados Unidos.”
E James Comer acrescentou:
“A informação fornecida por um denunciante levanta preocupações de que o então vice-presidente Biden alegadamente se envolveu num esquema de suborno com um cidadão estrangeiro. O povo americano precisa de saber se o Presidente Biden vendeu os Estados Unidos da América para ganhar dinheiro.”
Grassley há muito que se preocupa com o a dualidade de critérios e a politização que infecta as decisões de investigação de alto nível no FBI, incluindo processos relacionados com acordos de negócios estrangeiros e registos bancários da família Biden. Embora o director do FBI, Christopher Wray, se tenha comprometido a evitar qualquer retaliação contra os denunciantes, o FBI e o Departamento de Justiça recusaram-se até agora a fornecer voluntariamente registos ou respostas a inquéritos do Congresso relacionados com a forma como trataram estas investigações politicamente sensíveis.
Comer e o Comité de Supervisão estão a investigar os esquemas empresariais suspeitos da família Biden para determinar se foram alvo de agentes estrangeiros, se o Presidente Biden está comprometido e se existe uma ameaça à segurança nacional. O Comité de Supervisão obteve milhares de páginas de registos financeiros relacionados com as transacções comerciais da família Biden e dos seus associados. Recentemente, o Comité revelou um negócio que resultou no facto de vários membros da família Biden e das suas empresas terem recebido mais de 1 milhão de dólares em mais de 15 pagamentos incrementais de uma empresa chinesa através de um terceiro.
Comer emitiu uma intimação a Wray para comparecer perante a sua comissão a 10 de Maio. O Director do FBI não apareceu sequer.
Wray is now moving beyond the passive-aggressive phase. By defying a legitimate Oversight Committee subpoena, he seems to be actively participating in an FBI coverup👇 https://t.co/ypwHZiO251
— mark8989 (@mark89894) May 11, 2023
Entretanto, na segunda-feira foram publicados relatos que um respeitado antigo procurador federal abordou o Departamento de Justiça dos EUA no Outono de 2018 em nome de uma testemunha estrangeira. A testemunha alegou ter provas de que Joe Biden havia “exercido influência para proteger” o empregador de seu filho na Ucrânia tendo, em troca, recebido dinheiros.
A oferta do ex-procurador não foi aceite pela agência, mas um ano mais tarde, o DOJ obteve secretamente os seus registos telefónicos, presumivelmente para identificar os seus contactos.
O procurador aposentado dos EUA Bud Cummins, de Little Rock, Arkansas, escreveu uma carta ao procurador dos EUA de Nova York na altura, Geoffrey Berman, a 4 de outubro de 2018, afirmando que o então procurador-geral ucraniano Yuriy Lutsenko estava disposto a viajar para os Estados Unidos para apresentar provas de corrupção entre os Bidens e a Burisma Holdings.
Lutsenko acredita que o Biden e o Secretário de Estado John Kerr exerceram influência para proteger a Burisma Holdings em troca de pagamentos a Hunter Biden, Devon Archer (parceiro de negócios dos Biden) e Joe Biden.
No entanto, nada foi investigado, mesmo quando Trump estava no poder.
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