
Andrew Bridgen, enquanto representante eleito do Partido Conservador disse há uns meses atrás no parlamento inglês que o massivo processo de vacinação Covid-19 seria o maior acto de extermínio a seguir ao holocausto. Considerando que morreram 6 milhões de judeus às mãos dos Nazis no regime de Hitler, não parece que a comparação seja desajustada, estatisticamente. Pelo contrário. Quando as contas estiverem feitas, vamos chegar à conclusão que as vacinas mRNA mataram até mais gente. Provavelmente, muito mais gente.
Ainda assim, os tories expulsaram Bridgen do partido. Não porque as declarações que fez sejam desajustadas da realidade, mas precisamente porque são assertivas. Porque vão contra a narrativa dos poderes instituídos. Porque responsabilizam as “autoridades”, os organismos governamentais, os burocratas e os políticos e os “cientistas” e os “jornalistas” e os “peritos” que agiram de forma criminosa.
No Reino Unido, reina o Unipartido. Toda a gente tem que pensar da mesma maneira, em defesa dos interesses do establishment, ou é expulso, marginalizado, vilipendiado ou… preso.
E é como no Contra se tem escrito, vezes sem conta: nas questões fundamentais, os partidos dos eixos do poder no Ocidente estão todos de acordo, num uníssono de elites que está a matar a democracia, a liberdade de expressão e a relação entre o discurso político e a realidade dos factos. Ninguém consegue votar em políticos que defendam os seus interesses e recusem os interesses das elites porque esses políticos não existem. Ou se existem, não têm maneira de aceder aos cargos que realmente oferecem o poder necessário para alterar o deplorável estado a que chegámos.
Para além dos crimes cometidos a propósito da pandemia, que poucos políticos no mundo são capazes de denunciar (e Donald Trump, que tem reputação de dissidente, não é excepção, já que foi ele que se lembrou de acelerar e facilitar o processo de desenvolvimento e implementação das vacinas e ainda hoje parece orgulhar-se imenso desse crime contra a humanidade), a concórdia multipartidária sobre a guerra na Ucrânia é obedecida até pelo Chega, em Portugal, e por Giorgia Meloni, em Itália; o europeísmo de razão tirânica, elitista e globalista, é defendido até por Rishi Sunak, o primeiro-ministro “conservador” não eleito de uma nação que há muito pouco tempo sufragou a saída da União europeia; e o ambientalismo apocalíptico é subscrito até por Ron DeSantis, o governador da Florida que é um dos candidatos populistas às primárias do Partido Republicano para as presidenciais de 2024.
The fact is, you can’t see the ‘science’ of ‘Covid-19’ as the farcical, fabricated nonsense that it is, while simultaneously buying into the ‘science’ of ‘Climate Change’.
The modelled, decontextualised bullshit is identical for both.
You either believe in both or neither.— Bob Moran (@bobscartoons) March 28, 2023
A verdade é que a classe política ocidental pode hoje ser definida, em traços gerais, como um conjunto de clones de Emmanuel Macron.
Relacionados
16 Mar 26
Serviços de inteligência dos EUA sugerem que regime iraniano “não corre perigo” de colapso.
Uma avaliação das agências de informação norte-americanas sugere que o Irão perdeu dezenas de importantes líderes políticos e militares, mas que o colapso da República Islâmica está longe de acontecer.
16 Mar 26
Tarde piaste: Von der Leyen, que votou a favor da eliminação da energia nuclear na Alemanha, diz agora que foi um “erro estratégico”.
A presidente da Comissão Europeia classificou o retrocesso da energia nuclear na Europa como um "erro estratégico", apesar de ter votado a favor da sua eliminação gradual na Alemanha, quando era deputada.
13 Mar 26
O fim de uma tradição milenar: Governo britânico avança com plano para eliminar a maioria dos julgamentos com júri.
O Governo britânico fez aprovar no parlamento o seu plano para limitar drasticamente o milenar direito a um julgamento por júri. A desgraçada iniciativa visa um reforço do poder despótico das elites sobre as massas mais que um aumento da eficiência do sistema judicial.
12 Mar 26
Investigação norte-americana aponta para provável responsabilidade do Pentágono no ataque à escola iraniana de Minab.
Investigadores militares norte-americanos acreditam que é provável que as forças do Pentágono sejam responsáveis pelo ataque a uma escola feminina iraniana que matou cerca de 160 crianças a 28 de Fevereiro, um dos mais graves crimes de guerra alguma vez cometidos pelos EUA.
11 Mar 26
Confundir, mentir, destruir: A guerra esquizofrénica de Donald J. Trump
O registo da administração Trump sobre a Guerra no Irão tem sido, nos últimos dias, de natureza esquizofrénica. Mas esta é afinal a lógica do Regime Epstein: confundir, iludir, distrair. E no entretanto, destruir.
10 Mar 26
Distopia do Reino Unido: prisões por crimes de liberdade de expressão superam largamente os números da União Soviética.
Estatísticas divulgadas recentemente sugerem que a Grã-Bretanha processa todos os anos muito mais casos relacionados com a liberdade de expressão do que a antiga União Soviética durante um dos seus períodos mais repressivos.





