Num caso sem precedentes na Quinta República Francesa, uma cidadã que está a ser identificada pela imprensa com o pseudónimo “Valerie” vai ser julgada por alegadamente ter insultado o Presidente Emmanuel Macron nas redes sociais.
Valerie referiu-se a Macron como “pedaço de imundice” num post do Facebook. Se for considerada culpada, poderá ser castigada com uma pesada multa de 12.000 euros, e embora a pena de prisão não esteja em cima da mesa, Valerie teve direito a captura policial e detenção enquanto esperava pela audiência preliminar. O julgamento está agendado para Junho.
A prisão da mulher teve lugar na sexta-feira passada, na sequência de uma queixa apresentada pela administração regional em resposta ao seu post no Facebook.
O procurador de Saint Omer, Mehdi Benbouzid, confirmou a detenção e forneceu pormenores à imprensa. O post no Facebook em questão foi publicado a 21 de Março, um dia antes da entrevista televisiva de Macron com a TF1, onde defendeu os seus contenciosos planos de reforma das pensões que desencadearam protestos massivos em todo o país.
No seu post a mulher escreveu:
“Este pedaço de imundice vai dirigir-se a si às 13 horas… é sempre na televisão que vemos esta imundice”.
A acusada, uma mulher na casa dos 50 anos, foi uma participante activa nas manifestações dos “Coletes Amarelos” que desafiaram Macron durante o seu primeiro mandato.
Acusada de “insultar o Presidente da República”, Valerie vai ser julgada em Saint Omer no dia 20 de Junho. Em declarações ao jornal regional La Voix du Nord, a acusada expressou a sua incredulidade perante as acusações, afirmando:
“Querem fazer de mim um exemplo”.
Valerie confessou ainda o seu choque ao descobrir que os polícias estavam em sua casa para a prender.
“Perguntei-lhes se era uma piada, eu nunca tinha sido presa. Não sou propriamente o inimigo público número um”.
Como o ContraCultura já documentou, Macron não gosta de ser contrariado e tem uma ideia de democracia muito própria, que não sobrevive aos momentos em que se sente ofendido ou é desobedecido.
Relacionados
13 Jul 26
Projecto-lei do governo britânico ameaça com prisão pais e médicos que resistam a tratamentos de transição de género para crianças.
Intensificando a tendência para a radicalização da ideologia de género, o governo britânico está a ameaçar pais, professores e médicos com pena de prisão caso tentem dissuadir as crianças de se submeterem a tratamentos irreversíveis de transição de género.
13 Jul 26
Trump deixa instruções para total destruição do Irão, caso seja assassinado, abrindo óbvio caminho para falsa bandeira sionista.
Num recordista exercício de estupidez, que só aumenta o risco sobre a sua própria vida, Donald Trump revelou ter deixado instruções para que os EUA ataquem o Irão caso seja entretanto assassinado, oferecendo a Telavive uma solução óbvia para exterminar o seu inimigo no Golfo.
9 Jul 26
Acusado de corrupção, Nigel Farage demite-se do cargo de deputado para forçar uma eleição intercalar no seu círculo eleitoral.
Acusado de receber apoios financeiros não declarados, o líder do Reform UK afirmou que as investigações sobre os casos estavam a ser instrumentalizadas politicamente e demitiu-se do cargo de deputado, activando novas eleições no seu círculo eleitoral.
9 Jul 26
Audiência preliminar do julgamento de Tyler Robinson sugere caos judicial iminente, nos EUA.
Considerando os primeiros dias da audiência preliminar, o julgamento de Tyler Robinson, o bode sacrificial que o Regime Epstein inventou para o encobrimento da verdade sobre o assassinato de Charlie Kirk, vai correr tão mal como correu a narrativa oficial relativa à ocorrência.
9 Jul 26
Tribunal abre caminho a Marine Le Pen para se candidatar à presidência de França, mas há um senão.
A decisão de um tribunal francês de reduzir a pena e o período de inelegibilidade de Marine Le Pen pode permitir-lhe candidatar-se à presidência em 2027, desde que o recurso que entretanto interpôs lhe permita fazer campanha sem pulseira electrónica e com liberdade de movimentos.
7 Jul 26
Filósofo alemão Hans-Eckardt Wenzel: “Estamos às portas do inferno a acreditar que é o paraíso.”
O filósofo, poeta e músico alemão Hans-Eckardt Wenzel enuncia um diagnóstico devastador da sociedade ocidental, iludida e dividida por definição, desprovida de identidade e logos, e convencida de que nada pode ser feito quanto ao seu terminal e sinistro destino.







