Como muitas das garantias do Regime Biden relacionadas com a guerra na Ucrânia, a promessa da Casa Branca de não colocar “botas no chão” naquele martirizado país não passou de uma enorme mentira, porque um documento do Pentágono agora vindo a público prova que os Estados Unidos e a NATO têm operacionais no terreno, num flagrante e arriscadíssimo acto de guerra contra a Rússia.
Should probably be emphasized that this is the first known instance of official documentary confirmation of US “boots on the ground” in Ukraine. It’s right there in black and white. (And no, those “SOF” personnel are not categorized as merely “guarding the embassy”)
— Michael Tracey (@mtracey) April 8, 2023
Then there’s “MSAU” (Marine Security Guard Security Augmentation Unit) which also doesn’t exactly have a firmly delineated purview pic.twitter.com/0iwvgI6re0
— Michael Tracey (@mtracey) April 8, 2023
Recall, it was reported in October that Biden had secretly issued a “presidential covert action finding” to authorize US “boots on the ground” in Ukraine. Not a whole lot of media or Congressional interest in following up on that particular topic, though https://t.co/gWDpZ6QWcT
— Michael Tracey (@mtracey) April 8, 2023
Eis as principais revelações deste documento:
– 97 efectivos de Operações Especiais da NATO estão actualmente destacadas dentro da Ucrânia.
– Um total de 100 quadros do governo norte-americano estão activos no teatro de operações, incluindo 71 militares.
– O Pentágono considera que os técnicos que prestam formação aos militares ucranianos, as forças especiais da NATO e os seus próprios efectivos militares no interior da Ucrânia como sendo unidades interactuantes.
– Os EUA elaboraram mapas detalhados para uma ofensiva destinada a separar a Crimeia do território ucraniano ocupado pela Rússia. Esta ofensiva foi avaliada como tendo condições “favoráveis” para ser iniciada em meados de Maio.
– Os EUA e os seus aliados da NATO estão a treinar, financiar e armar três quartos das forças que vão ser lançadas em combate. Um dos documentos declara que 12 regimentos podem ser financiados, gerados e equipados para a ofensiva da Primavera: 3 pela Ucrânia e 9 pelos EUA e seus aliados.
O governo francês foi o único país mencionado no documento do Pentágono que até agora abordou o assunto: “Não há forças francesas envolvidas em operações na Ucrânia”, afirmou o Ministro das Forças Armadas Sébastien Lecornu ao Le Monde, no sábado.
Apesar do documento constituir evidência material do envolvimento directo de Washington na Guerra da Ucrânia, não podemos propriamente afirmar que esse facto seja uma novidade chocante. Um repórter francês que regressou da Ucrânia em Abril de 2022 revelou que forças especiais dos EUA e do Reino Unido estavam presentes na Ucrânia desde o início das hostilidades, em Fevereiro. O New York Times noticiou em Junho de 2022 que quadros da CIA também operavam no terreno, executando missões de comando militar e formação das tropas ucranianas. Em Janeiro deste ano, Jack Murphy, um veterano das Operações Especiais do Exército, garantiu que A CIA, em parceria com um serviço de espionagem de um aliado da NATO na Europa, estava a conduzir operações secretas de sabotagem na Rússia.
Esta situação pode muito facilmente desencadear uma guerra entre a Rússia e as potencias ocidentais: basta equacionar um cenário em que um militar do Pentágono ou um operacional da CIA sejam capturados por forças russas. Que justificação teriam os americanos para tal presença dos seus efectivos no teatro de operações?
Depois de ter ficado demonstrado que foram os americanos que destruíram o NordStream; depois da infeliz ministra alemã dos negócios estrangeiros ter declarado publicamente guerra à Rússia; depois da sua congénere canadiana ter apelado à mudança de regime no Kremlin, depois das suspeitas, solidamente fundadas, de que a marinha britânica esteve envolvida no ataque a Sevastopol; depois dos biliões de dólares e euros injectados no esforço de guerra do regime Zelensky, o que falta acontecer, fazer ou dizer para percebermos que na Ucrânia se trava factualmente uma guerra entre os países da NATO e a Rússia?
E assim sendo, não estaremos mergulhados já, como afirmou recentemente Emmanuel Todd, na Terceira Guerra Mundial?
Relacionados
5 Dez 25
Pentágono interrompe partilha de informações sobre a Ucrânia com a Alemanha, enquanto a Casa Branca insiste num acordo de paz.
Nas últimas semanas, têm surgido sinais de que a administração Trump está à procura de sair airosamente do buraco em que se enfiou ao tomar o partido do regime Zelensky. A interrupção de partilha de informações sobre a Ucrânia com a Alemanha constitui um desses indícios.
4 Dez 25
Chefe Militar da NATO sugere ataques cibernéticos preventivos contra a Rússia.
O almirante Giuseppe Cavo Dragone, presidente do Comité Militar da NATO, sugeriu uma atitude mais "proactiva" da Aliança, que deverá atacar a Rússia sem esperar ser atacada. Vladimir Putin respondeu com um sério aviso à navegação tresloucada do bloco ocidental.
2 Dez 25
Viktor Orbán: “Arriscar a Terceira Guerra Mundial para apoiar a Ucrânia é completamente insano.”
O primeiro-ministro húngaro afirmou que a Ucrânia “não tem qualquer hipótese” de derrotar a Rússia, denunciando o apoio financeiro da Europa a Kiev como “simplesmente insano” e alertando para o risco de uma guerra mundial.
28 Nov 25
Em nome de quê? Chefe do Estado-Maior francês afirma que o país precisa de estar “preparado para perder as suas crianças” numa guerra com a Rússia.
O Chefe do Estado-Maior francês, Fabien Mandon, foi duramente criticado por declarar que o país precisa de estar preparado para aceitar a morte dos seus filhos, se quiser travar a alegada "agressão russa".
26 Nov 25
Regime Trump pressiona Zelensky a assinar acordo de paz até ao Dia de Acção de Graças. Depois, arrepende-se da ideia.
Por breves momentos, Donald Trump pareceu consciente que a Ucrânia nunca vai ganhar a guerra e pressionou o regime Zelensky para aceitar uma proposta de paz a curto prazo. Mas entretanto, a presidência norte-americana voltou a perder a lucidez.
25 Nov 25
Nigéria: 300 crianças cristãs raptadas por jihadistas.
Uma escola católica em Agwara, no centro da Nigéria, foi alvo de um violento ataque na manhã de sexta-feira, durante o qual jihadistas armados raptaram mais de 300 alunos e cerca de 12 professores.






