Primeiro foi o aborto até aos 9 meses de gestação, mesmo sem risco de vida para a mãe. Depois foi o “aborto depois do parto“. A seguir, a eutanásia como remédio para a depressão e as dificuldades financeiras. Agora os globalistas estão a tentar normalizar o suicídio assistido de crianças.
Enquanto o governo canadiano está a ser pressionado para adiar a sua infame lei que permite a eutanásia para crianças a partir dos 12 anos, a Sociedade Canadiana de Pediatria (CPS) lançou um novo tratado sobre o sinistro assunto chamado “Assistência Médica na Morte: Uma Perspectiva Pediátrica”. Eis o que é afirmado como a sua missão e o seu objectivo:
“Assegurar que recém-nascidos, crianças e jovens recebam o mais alto padrão de cuidados possível enquanto estão a morrer é um privilégio e uma responsabilidade para os médicos e profissionais de saúde. Oferecer uma abordagem atenciosa e personalizada a cada situação de fim de vida é um dever dos cuidados de saúde essenciais, e o processo deve satisfazer as necessidades sociais, culturais e espirituais únicas de cada paciente (e família)”.
Segundo o CPS, é um dever e um privilégio ajudar as crianças a cometerem suicídio a fim de satisfazer as suas “necessidades sociais, culturais e espirituais”, implicando que o suicídio assistido é uma causa nobre.
O CPS alega que existe uma forte necessidade de
“examinar pedidos e atitudes em torno da assistência médica na morte para menores de todas as idades”.
De todas as idades, portanto, até bebés estão incluídos no programa.
A Associação afirma que um número crescente de profissionais de saúde canadianos estão a ser “abordados pelos pais de bebés e crianças ‘não competentes’, incluindo aqueles que são “demasiado jovens para tomar uma decisão fundamentada” sobre se devem ou não viver. Estes pais estão a procurar “discutir questões relacionadas com o suicídio assistido”. Isto corrobora os resultados de um novo inquérito do Programa Canadiano de Vigilância Pediátrica (CPSP), que sugere ainda que o suicídio assistido de crianças é uma tendência crescente:
“Num futuro previsível, os pais podem contestar decisões de cuidados de saúde em tribunal com base no argumento de que a continuação da vida, tal como experimentada pela criança moribunda ou profundamente incapacitada, não é do melhor interesse dessa criança.”
Por outras palavras, o objectivo é eventualmente legalizar e normalizar o suicídio medicamente assistido de crianças como mais uma forma de “cuidados de saúde”. Na verdade trata-se apenas de seguir a mesma lógica doentia que resulta da ideia de que o aborto é uma forma de “cuidados de saúde reprodutiva”, ainda que o procedimento ponham fim ao processo reprodutivo. Novilíngua, como sempre.
Por enquanto, as crianças não podem receber ajuda legal para cometerem suicídio no Canadá. Mas chegará por certo uma altura em que poderão – e eventualmente os Estados Unidos, ou pelo menos alguns estados do país, vão seguir o exemplo. O que testemunhamos no Ocidente é que a apatia dos povos, a inércia espoletada pelos movimentos radicais de justiça social, a ganância dos aparelhos do capitalismo corporativo e a vontade de poder dos burocratas e dos políticos está a levar os estados a reivindicar cada vez mais capacidades de extermínio populacional. Porque a redução demográfica é a prioridade do elitismo globalista.
A civilização ocidental, como já é abundantemente óbvio, está em estágio de decomposição. E a eutanásia de crianças “de todas as idades”, feita ainda por cima em nome de valores nobres como as “necessidades sociais, culturais e espirituais” ou falsas emergências existenciais como a de um planeta superpovoado, é sintomática dessa putrefacção. A única maneira de ter comida e água suficientes para todos, dizem-nos constantemente, é matar milhares de milhões de pessoas através de todos os meios possíveis e imaginários.
Os governos preparam-se para decidir quais as pessoas que devem ser poupadas aos traumas da privação – para o seu próprio bem. Tendo determinado que a morte é o resultado mais humano, o Estado irá libertar os miseráveis do seu fardo com a eutanásia – uma morte por misericórdia.
Entretanto, a eutanásia no Canadá está a ser de tal forma recorrente que os serviços de saúde já têm um excedente de órgãos doados.
O inferno, na Terra.
Relacionados
10 Abr 26
Relatório de eurodeputados conservadores alerta para a disseminação de ‘no go zones’ na União Europeia.
Um novo relatório, apresentado pelos eurodeputados conservadores, está a fazer soar o alarme sobre o crescente número de 'zonas interditas' ou 'no go zones' na União Europeia.
9 Abr 26
Regime Trump importa imigrantes para ocuparem empregos na agricultura.
A administração Trump vai permitir aos agricultores americanos contratar trabalhadores imigrantes com vistos temporários e a baixo custo. A Iniciativa vai contra várias promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2024.
8 Abr 26
Donald Trump desiste do apocalipse, cede às evidências e anuncia cessar-fogo no Golfo.
Depois de 48 horas de retórica ensandecida, Donald Trump rendeu-se ao desastre que criou e aceitou a suspensão das hostilidades em troca da abertura do Estreito de Ormuz. Que estava aberto antes do início dessas mesmas hostilidades.
7 Abr 26
Trump ameaça interromper o fornecimento de armas à Ucrânia, a não ser que Europa entre na guerra contra o Irão.
Donald Trump, ameaçou cortar todo o fornecimento de armas dos EUA à Ucrânia, a menos que os aliados europeus se juntem imediatamente a uma coligação militar para reabrir o Estreito de Ormuz.
7 Abr 26
Pentágono gastou fortunas a estudar “hipnose em polvos”, “muco de caracol” e “leitura da mente dos macacos”.
A senadora republicana Joni Ernst, escreveu ao Inspector-Geral do Departamento de Guerra, solicitando informações sobre o custo dos estudos desenvolvidos pelo Pentágono e relacionados com a “hipnose em polvos”, o “muco de caracol” e o "sono das focas".
6 Abr 26
Rupert Lowe esclarece a política de imigração do Restore Britain.
Um dos componentes fundamentais do programa do Restore Britain relaciona-se com a imigração. E num recente post publicado no X, Rupert Lowe clarificou a posição do partido sobre o assunto, que o ContraCultura considera pertinente partilhar com os seus leitores.






