Como o ContraCultura tem reportado constante e teimosamente, o demente senil que por estes dias tem residência na Casa Branca não sabe abrir a boca sem aproveitar a ocasião para inventar aldrabices. Recentemente, o jornalista independente Tom Elliot, fez um detalhado resumo das mentiras que o Presidente dos EUA inventou sobre a sua biografia e que oscilam entre a comédia e a tragédia.
Esta triste colecção não inclui as ainda mais recentes aldrabices sobre os documentos classificados que se perderam numa casa privada de Biden, que afinal era residência do seu filho Hunter, e num think tank inofensivo que afinal era financiado pelo Partido Comunista Chinês.
— Drunk driver killed his wife & daughter
— Pinned medal on a Navy captain who was just a kid
— No knowledge of Hunter’s foreign business dealings
— Turned down offer from the Naval Academy
— His uncle won a Purple Heart
— His helicopter in Afghanistan “forced down”— Tom Elliott (@tomselliott) December 22, 2022
— Oil industry somehow gave him cancer
— Won a fight against a drug dealer named Cornpop
— Dead Amtrak worker awarded him for riding 1.8 million miles
— Attended Temple services on a Sunday
— Raised in Puerto Rican community
— Worked as a college prof— Tom Elliott (@tomselliott) December 22, 2022
Assim, ficamos a saber que Joe Biden, no seu mundo ficcionado, foi criado numa comunidade porto-riquenha por uma família de mineiros, na sua juventude foi um aluno brilhante, um dotado jogador de futebol americano e também um genial batedor de baseball. No entretanto, foi nadador-salvador e subjugou um traficante de droga chamado CornPop.
O actual “líder do mundo livre”, na fantasista versão que expressa da sua própria vida, sobreviveu a um incêndio e a uma aterragem forçada quando viajava de helicóptero no Afeganistão; foi preso na África do Sul, quando exigia a libertação de Nelson Mandela, e no seu próprio país, quando marchava numa manifestação pelos direitos civis.
E quem pensava que a carreira profissional de Biden tinha sido inteiramente dedicada à política que se desengane: o senhor foi maquinista da Amtrak, madeireiro, mineiro, professor universitário e soldado na guerra do Iraque, onde foi atingido pelas forças inimigas. Aparentemente Joe Biden também trabalhou na indústria petrolífera, profissão que de alguma maneira foi responsável pelo cancro de que sofre a sua imaginação delirante.
Escusado será dizer que não há qualquer registo destas heroicas, ou sofridas, actividades.
Mesmo no que diz respeito às tragédias pessoais que realmente lhe aconteceram, Biden aproveita para mentir. O filho que perdeu não foi morto no Iraque, como não se cansa de repetir, e o acidente de viação que vitimou a sua primeira mulher e a filha Naomi não foi causado por um condutor embriagado.
E se, sobre o seu percurso pessoal, Joe Biden mente desta forma escandalosa, é legítimo pressupor que o faz também e com a mesma intensidade sobre as suas políticas. Da veracidade dessa suposição prévia, já fez também o ContraCultura devido relato.
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