No contexto do seu evento anual que está a decorrer em Davos, o Fórum Económico Mundial (WEF) publicou um relatório que qualifica a “desinformação” como um dos principais “riscos” globais da próxima década.
Os conceitos indefinidos e multi-funcionais de “desinformação” são frequentemente utilizados pelos governos, e os meios de comunicação social para obliterar a liberdade de expressão, censurar a dissidência, controlar os fluxos de informação e cristalizar as narrativas oficiais.
É por isso que o WEF considera a “desinformação” mais preocupante do que um conflito termonuclear, a inflação descontrolada, a segurança alimentar e energética, e outras calamidades que poderão ocorrer no mundo ao longo dos próximos anos. E o que é que o WEF conclui sobre o que deve ser feito para combater estas ameaças? investir em inteligência artificial, computação quântica e biotecnologias. Porque computadores e sistemas de IA mais eficientes são censores mais agressivos e porque as biotecnologias vão criar ser humanos programados para o conformismo.
Neste sentido o “Global Risks Report 2023” prevê que estes sectores tecnológicos cresçam, tanto por iniciativa das indústrias militares, como dos governos, como da actividade privada, principalmente nos processos de investigação e desenvolvimento.
No relatório, as “alterações climáticas” são também uma das principais ameaças, claro. Mas há mais: o relatório do WEF assume que a tecnologia irá de facto “exacerbar as desigualdades” enquanto que o sector da “ciber-segurança” continuará a ser uma preocupação fundamental para as elites globalistas. Pudera.
O futuro, como previsto pelo WEF, vê a tecnologia como um dos alvos centrais para a intervenção dos estados e para aquilo a que se refere como “políticas industriais mais fortes”. A distopia sustentada por biotecnologias e sistemas de inteligência artificial constituirá, na satânica lógica do WEF, uma
“solução parcial para uma série de problemas emergentes, desde a crise na capacidade dos cuidados de saúde, até à insegurança alimentar e climática”.
Mas isso só será verdade para os países capazes de gastarem mundos e fundos nos sectores que o WEF considera estratégicos. Os outros podem esperar ainda mais desigualdade e miséria.
Parece, contudo, que o facto não é considerado negativo pelo WEF. No relatório lemos que os riscos de desigualdade decorrentes das novas tecnologias de controlo social devem ser assumidos como um mal menor já que na ausência de investimentos significativos nestas áreas de monitorização e condicionamento do comportamento humano
“a desinformação será cada vez maior e assistiremos a grandes movimentos de agitação social, rápida e incontrolável, tanto de colarinhos azuis como de colarinhos brancos”.
Os senhores do World Economic Forum sabem muito bem o que estão a fazer. E que o que estão a fazer vai contra os interesses das massas.
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