A administração Biden pressionou o Facebook no sentido de censurar o âncora da Fox News, Tucker Carlson, por este ter criticado o processo de administração das vacinas Covid, de acordo com registos internos de comunicação da Casa Branca, obtidos pelos procuradores-gerais do Missouri e de Louisiana.
PART TWO: Our office has even more hard evidence that President Biden’s Administration has been working with social media to suppress free speech. (1/10) 🧵
— Attorney General Andrew Bailey (@AGAndrewBailey) January 10, 2023
“This case is about the Biden Administration’s blatant disregard for the First Amendment.”
2 attorneys general released docs showing what they say is the @WhiteHouse’s pressure campaign on #Facebook to censor content, including a video by @TuckerCarlson. https://t.co/9d1TcIdS6v
— The Epoch Times (@EpochTimes) January 10, 2023
Num e-mail datado de 14 de Abril de 2021, o então conselheiro sénior da equipa de resposta do presidente à Covid, Andrew Slavitt, expressou o seu descontentamento a um funcionário do Facebook pelo facto de um vídeo de Carlson questionando a exigência universal de vacinação ter sido “número um” na plataforma, ao qual o funcionário respondeu na promessa de que iria analisar o assunto. Mais tarde, nesse mesmo dia, um representante da empresa informou a Casa Branca que, embora o “vídeo de Tucker Carlson não seja elegível para remoção ao abrigo das políticas do Facebook”, a empresa colocaria no clip “um botão para informação COVID mais autorizada” e trabalharia para limitar o seu alcance na plataforma.
No entanto, os esforços do Facebook não satisfizeram as exigências da administração. O Director de Estratégia Digital da Casa Branca, Robert Flaherty, questionou a premissa de que o vídeo de Carlson não violava as políticas existentes do Facebook e pressionou a empresa a entregar informação sobre a eficácia das suas práticas de censura.
“Como é que isto não viola as regras? A segunda metade do segmento levanta teorias conspiratórias sobre o governo e sobre a eficácia das vacinas. Além disso, dizem que o clip será reduzido e despromovido. O que é que isso significa? Há 40.000 acções no vídeo. Quem está a vê-lo agora? Quantas pessoas? Quão eficaz é a vossa acção? Não é por nada, mas da última vez que dançámos esta dança, a coisa terminou numa insurreição”.
A referência de Flaherty à forma como a plataforma tratou os protestos relativos ao resultado das eleições presidenciais de 2020 e subsequente motim no Capitólio dos E.U.A., a 6 de Janeiro de 2021, é por si só indicativa da volição totalitária da Casa Branca. Um assunto não tem nada a ver com o outro. A única coisa que os torna comuns é a vontade de censura sobre a opinião pública. E foi, em boa parte, por não verem reflectidas pela comunicação social as suas legítimas preocupações com a integridade do processo eleitoral que as pessoas se foram manifestar nesse dia. Como agora está a acontecer, a papel químico, no Brasil.
Mas a rotina de utilizar as Big Tech para silenciar vozes dissidentes sobre informações relacionadas com a Covid e não só, por parte da Casa Branca, não se limitou a Carlson. Um lote separado de e-mails divulgados pelos procuradores-gerais do Missouri e de Louisiana revela um esforço concentrado entre a administração e o Facebook para reduzir a “viralidade do conteúdo da hesitação vacinal”, mesmo que tais mensagens contivessem informações factualmente exactas. Disse um representante do Facebook a Slavitt, num e-mail de 21 de Março de 2021:
“Como sabem, além de remover a desinformação sobre vacinas, temos estado concentrados em reduzir a viralidade do conteúdo desencorajador de vacinas que não contêm desinformação accionável. Este é frequentemente um conteúdo verdadeiro, que permitimos ao nível do messenger … mas pode ser enquadrado como sensacionalista, alarmista, ou chocante. Vamos remover estes Grupos, Páginas, e Contas quando eles estiverem a promover desproporcionalmente este conteúdo sensacionalista”.
Para além do Facebook, o Twitter foi também um dos principais actores nos esforços de conluio entre o governo federal e as Big Tech para a supressão da liberdade de expressão na web. Num e-mail datado de 11 de Agosto de 2022, Flaherty admoestou o Twitter por permitir a circulação de posts contraditórios na plataforma, escrevendo que
“Parece-me uma questão fundamental que o vosso produto esteja a anexar informação errada aos nossos tweets”
Flaherty acusou separadamente o Twitter, num e-mail de Dezembro de 2021, de manipular as suas próprias regras por forma a tolerar um discurso desfavorável, depois da empresa se recusar a cumprir as exigências da administração para censurar um vídeo. Escusado será dizer que, à luz do que sabemos hoje sobre o vergonhoso comportamento da empresa, acusar o Twitter de timidez censória é o mesmo que criticar um aldrabão por não mentir nos dias ímpares.
Andrew Bailey, o procurador do Missouri, fez entretanto uma declaração sobre os documentos a que acedeu:
“Este caso é sobre o desrespeito flagrante da Administração Biden pela Primeira Emenda e a sua conivência com as empresas de comunicação social para suprimir o discurso com que discorda. Lutarei sempre contra burocratas não eleitos que procuram doutrinar o povo deste estado, violando o nosso direito constitucional ao debate livre e aberto”.
As bombásticas mensagens de correio electrónico surgem como resultado de uma investigação lançada no ano passado pelo Procurador-Geral da Louisiana, Jeff Landry, e o então Procurador-Geral do Missouri e agora Senador Eric Schmitt, para desvendar o conluio censório entre o governo federal e as Big Tech. Para além de obter registos de comunicação revelando a corrupção total destas entidades, a investigação obteve numerosas vitórias legais, permitindo que Louisiana e Missouri obrigassem altos funcionários da administração como Anthony Fauci ao juramento testemunhal, sobre o seu papel na erradicação da opinião dissidente.
De acordo com uma transcrição do testemunho de Fauci em Novembro, o impostor afirmou que “representava a ciência” e de alguma forma não se lembrou (“pelo menos 174 vezes”) de informações relevantes sobre o seu papel na desastrosa resposta Covid do governo federal . O depoimento de Fauci prosseguiu na difamação dos autores da “Declaração do Great Barrington“, e terminou na confissão de que tinha desempenhado um importante papel na tentativa de “desacreditar qualquer teoria” de que a Covid resultou de uma fuga de laboratório em Wuhan, na China.
Relacionados
16 Mar 26
Serviços de inteligência dos EUA sugerem que regime iraniano “não corre perigo” de colapso.
Uma avaliação das agências de informação norte-americanas sugere que o Irão perdeu dezenas de importantes líderes políticos e militares, mas que o colapso da República Islâmica está longe de acontecer.
16 Mar 26
Tarde piaste: Von der Leyen, que votou a favor da eliminação da energia nuclear na Alemanha, diz agora que foi um “erro estratégico”.
A presidente da Comissão Europeia classificou o retrocesso da energia nuclear na Europa como um "erro estratégico", apesar de ter votado a favor da sua eliminação gradual na Alemanha, quando era deputada.
13 Mar 26
O fim de uma tradição milenar: Governo britânico avança com plano para eliminar a maioria dos julgamentos com júri.
O Governo britânico fez aprovar no parlamento o seu plano para limitar drasticamente o milenar direito a um julgamento por júri. A desgraçada iniciativa visa um reforço do poder despótico das elites sobre as massas mais que um aumento da eficiência do sistema judicial.
12 Mar 26
Investigação norte-americana aponta para provável responsabilidade do Pentágono no ataque à escola iraniana de Minab.
Investigadores militares norte-americanos acreditam que é provável que as forças do Pentágono sejam responsáveis pelo ataque a uma escola feminina iraniana que matou cerca de 160 crianças a 28 de Fevereiro, um dos mais graves crimes de guerra alguma vez cometidos pelos EUA.
11 Mar 26
Confundir, mentir, destruir: A guerra esquizofrénica de Donald J. Trump
O registo da administração Trump sobre a Guerra no Irão tem sido, nos últimos dias, de natureza esquizofrénica. Mas esta é afinal a lógica do Regime Epstein: confundir, iludir, distrair. E no entretanto, destruir.
10 Mar 26
Distopia do Reino Unido: prisões por crimes de liberdade de expressão superam largamente os números da União Soviética.
Estatísticas divulgadas recentemente sugerem que a Grã-Bretanha processa todos os anos muito mais casos relacionados com a liberdade de expressão do que a antiga União Soviética durante um dos seus períodos mais repressivos.






