Desde o início do pânico da Covid-19, que sentimos que algo estava muito errado. Nunca uma pandemia, muito menos uma onda patogénica sazonal, foi tratada como uma emergência quase militar, que exigiu o levantamento de todas as liberdades e direitos.
O que tornou tudo mais bizarro foi a solidão – e a repressão – daqueles entre nós que se opuseram às restrições impostas pelos poderes instituídos. Quando Elon Musk finalmente comprou a plataforma Twitter, despediu todos os agentes federais e todos os activistas incorporados na empresa e começou a divulgar os seus ficheiros internos, tornando pública a corrupção total que lá grassava, tivemos o nosso merecido momento de redenção.
Como Elon disse, todas as teorias da conspiração sobre o Twitter eram verdadeiras. E o que se aplica ao Twitter será com certeza aplicável à Google, ao Facebook e a todas as plataformas associadas a essas empresas (YouTube, Instagram, e etc.).
As provas estão agora online, para quem as quiser conhecer. Estas plataformas conspiraram com o braço administrativo do governo federal para elaborar uma narrativa Covid, estrangulando e censurando a dissidência e promovendo o seguidismo.
1. THREAD:
THE TWITTER FILES: HOW TWITTER RIGGED THE COVID DEBATE
– By censoring info that was true but inconvenient to U.S. govt. policy
– By discrediting doctors and other experts who disagreed
– By suppressing ordinary users, including some sharing the CDC’s *own data*— David Zweig (@davidzweig) December 26, 2022
Neste momento, é mais que sensato não confiar em ninguém que se tenha assumido como seguidista, enquanto parece apenas razoável que aqueles que desde o princípio lutaram contra este disparate vejam a sua credibilidade reforçada.
A pandemia foi trágica porque levou as populações a cair gradualmente num pânico patológico de estilo medieval, que dilacerou famílias, destruiu empresas e igrejas, e até violou a santidade dos lares. Este “inimigo invisível”, cuja ameaça os governos e os media não se cansaram de amplificar, destruiu todo o tecido social. Mas não propriamente pela doença em si mesma. Muito mais pelas medidas implementadas para a combater.
Esta terá sido também a definitiva demonstração do poder espantoso que as redes sociais possuem sobre a mente do público. As pessoas utilizam inocentemente todas estas ferramentas sem a menor compreensão de que existe uma razão para verem o que estão a ver. Cada palavra ou imagem que consomem nas suas aplicações está lá por uma razão, um critério, e a força motriz aqui é o que as elites globalistas definem como informação adequada ou inadequada ao consumo dos cidadãos.
Sabemos agora que os fluxos de informação são cuidadosamente curados por algoritmos e intervenção humana, não para se enquadrarem nos interesses dos utilizadores, como muitas vezes nos prometeram, mas para servirem as agendas regimentais.
Por outras palavras, o que já há muito sabemos sobre o papel do Partido Comunista Chinês na gestão do TikTok aplica-se plenamente nos países ocidentais de hoje em dia e a todas as principais empresas tecnológicas. E só tivemos a certeza disto, em vez de apenas suspeitas, porque um agente externo a Silicon Valley – Elon Musk – decidiu romper com as viciadas regras do jogo e divulgar os ficheiros internos do Twitter.
É claro que a censura e o condicionamento da informação acontece há muitos anos, mas a Covid intensificou o fenómeno, porque existiu por trás das medidas de combate ao vírus uma agenda, uma intenção propagandista, um impulso autoritário.
Há um consolo. Sabemos agora que não estávamos todos a enlouquecer. Foi tudo deliberado. Matt Taibbi, um dos jornalistas independentes encarregado por Elon Musk de revelar os ficheiros Twitter, coloca a questão nestes termos:
Algures na última década, muitas pessoas – eu era uma – começaram a sentir-se privadas do seu sentido de normalidade por algo que não conseguíamos definir. Cada vez mais colados aos nossos telefones, vimos que a versão do mundo que nos era cuspida por eles parecia distorcida. As reacções do público a vários acontecimentos noticiosos pareceram anacrónicas, demasiado intensas, não suficientemente intensas, ou simplesmente inacreditáveis. Líamos que aparentemente todos no mundo estavam de acordo que uma certa coisa era verdade, mas essa coisa parecia-nos ridícula, o que nos colocou numa situação embaraçosa perante amigos, familiares e parceiros profissionais. Deveríamos falar sobre isso? Teríamos endoidecido?
Não posso ter sido a única pessoa a ter lutado psicologicamente durante este tempo. É por isso que estes ficheiros do Twitter têm sido um bálsamo. Esta é a realidade que eles nos roubaram! É uma história tenebrosa e distópica sobre um mundo dirigido por elitistas que odeiam as massas, mas prefiro-a à vil e insultuosa versão da realidade que eles nos têm vendido. Pessoalmente, uma vez que vi que estes ficheiros podiam ser usados como um mapa para o regresso à realidade, fiquei tranquilo pela primeira vez em sete ou oito anos.
Graças à iniciativa de Elon Musk e ao trabalho de Matt Taibbi, Barry Weiss e David Zweig, temos agora uma exacta contabilidade do que aconteceu.
Trata-se de muito mais do que apenas um atentado contra a liberdade de expressão e o funcionamento independente dos canais de comunicação social. A pandemia desencadeou um controlo total sobre a liberdade dos cidadãos, a eficácia da ciência e o natural fluxo das dinâmicas sociais, resultando em sofrimento em massa, perdas educacionais, comunidades despedaçadas, e um colapso precipitado na saúde pública, que reduziu anos de esperança média de vida e causou uma explosão nas curvas da mortalidade.
Essas nefastas consequências poderiam ter sido travadas ou pelo menos atenuadas em duração e intensidade com alguma discussão aberta. Mas o encerramento do debate e da opinião resultou numa carnificina humana indescritível. E mesmo enquanto são escritas estas linhas, os principais meios de comunicação social continuam a recusar a verdade dos factos. Muitos deles continuam até a insistir, imersos que estão numa espécie de autismo perpétuo, nos mesmos erros e nos mesmos tiques autoritários.
Mas porquê? Por vontade de poder.
E que podemos fazer para dar luta a essa voracidade destruidora da civilização? Depender menos dos poderes governamentais e corporativos. Desobedecer a mandatos ilegais e totalitários, sempre que possível. Elevar a voz dissidente, sempre que necessário. Dizer que não, quando todos os outros aquiescem na direcção da distopia. Desconfiar de tudo o que seja afirmado por aqueles que tentaram e tentam manipular e subverter a realidade, censurar o discurso, impor restrições a direitos, liberdades e garantias que sabemos serem naturais à condição humana e evidentes perante qualquer exercício da razão.
Como ensinava Epicteto, e como praticava Marco Aurélio, devemos investir mais na integridade do nosso carácter, variável determinante que só nós controlamos, e desvalorizar as circunstâncias, muitas vezes apenas materiais e comezinhas, que não controlamos. Afinal, o primeiro e último valor que dominamos acima de tudo e de todos, é o Eu. O Eu de que somos absolutos proprietários. O Eu que agora forças terríveis desejam expropriar.
Essa ambição desmedida, – a de retirar ao indivíduo a sua individualidade – não é nova. Mas, precisamente por ser desmedida, nunca triunfou plenamente. Queira Deus – e queiram os homens – que permaneça falhado esse pleno dantesco.
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