Os registos de despesas do governo americano revelaram que a Administração Biden está a distribuir mais de meio milhão de dólares em subsídios que financiam o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial para censurar o discurso nos meios de comunicação social, a fim de eliminar “microagressões”.
O Washington Free Beacon relata que o financiamento fez parte do “American Rescue Plan” de Biden, no valor de 1,9 biliões de dólares, e foi concedido a investigadores da Universidade de Washington em Março para desenvolver tecnologias que pudessem ser utilizadas para proteger os utilizadores da web de linguagem “discriminatória”.
The Biden administration is set to spend over $500K on an AI that will detect and suppress “microagressions” on social media—and they have a frighteningly broad definition of what that means. New in @FreeBeacon from @PhilipECaldwell:https://t.co/Eeto3OPzg0
— Tim Rice (@timerice1) December 21, 2022
O presidente da Judicial Watch, Tom Fitton, comparou a iniciativa com os esforços do Partido Comunista Chinês para “censurar o discurso não aprovado pelo Estado”, chamando-lhe um “projecto para facilitar aos seus aliados de esquerda a censura do discurso”.
Biden Admin to Drop Half a Million on Artificial Intelligence That Detects Microaggressions on Social Media… https://t.co/vr3cF7DFur
— Tom Fitton (@TomFitton) December 21, 2022
O relatório observa que os investigadores estão a desenvolver modelos de aprendizagem por máquinas que podem analisar os media e ‘corrigir’ qualquer linguagem que possa causar ofensa aos ‘grupos marginalizados’.
Quem são esses grupos? Basicamente, qualquer pessoa cujos sentimentos sejam afectados por opiniões com as quais não concorda.
A principal investigadora, a professora Yulia Tsvetko, foi recentemente co-autora de um estudo intitulado “Finding Microaggressions in the Wild”, que colocou as chamadas microaggressões em subcategorias, incluindo o “mito” de que “as diferenças de tratamento são devidas ao mérito de cada um”.
Alguns dos exemplos de microaggressões que ela cita são afirmações como “A tua mãe é branca, por isso não é como se fosses realmente negra”, e perguntas como “Mas de onde és, originalmente?”
Este último exemplo é especificamente relevante, dado um incidente recente que foi manchete nos jornais:
This story is seemingly less important to the BBC. Way down the front page. pic.twitter.com/ZxI7vKPexQ
— Paul Joseph Watson (@PrisonPlanet) December 1, 2022
Tsvetkov também esteve recentemente por trás de um artigo que amplificou a “proeminência da positividade em #BlackLivesMatter tweets” ao longo de 2020.
Tsvetkov argumentou que as narrativas que enquadravam os manifestantes da Black Lives Matter como furiosos e negativos eram enganadoras porque alguns tweets mencionavam “esperança, orgulho, e optimismo”.
Tudo isto surge, ironicamente, no contexto das revelações dos “Twitter Files”, que denunciam o FBI e a administração Biden como entidades embebidas na orgânica e no processo de decisão da empresa do passarinho azul, enquanto agentes de censura e policiamento da informação.
FBI threatens critics with dog whistle of “misinformation”: essentially invites Big Tech and allied media to censor, investigate, and suppress critics of FBI abuse. https://t.co/6fl6mmUCzS
— Tom Fitton (@TomFitton) December 21, 2022
Entretanto, a Universidade de Standford criou uma lista de termos danosos como forma de proteger os estudantes de serem ofendidos pelas palavras. Um desses termos é a palavra “American”.
A Google desenvolveu também uma ferramenta de ‘correcção’ do Newspeak, que corrige tudo o que se escreve se for considerado potencialmente ‘prejudicial’.
A propósito do sistema de conversação online “ChatGPT”, O ContraCultura já noticiou que os sistemas de Inteligência Artificial que estão a ser desenvolvidos nos Estados Unidos apresentam uma significativa componente de desinformação e condicionamento ideológico.
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