A Ciência a sério era assim: partíamos das observações para as teorias (como Newton fez quando levou com a maçã na cabeça).
A Ciência do século XX, mais ou menos séria, era assim: partíamos da teoria para a vermos confirmada na realidade (como Einstein fez com a Teoria da Relatividade, que implicava um desvio gravítico da luz, que foi demonstrado uns anos, poucos, mais tarde).
A Ciência do século XXI é uma coisa completamente diferente: partimos de teorias delirantes, fazemos chorudas carreiras à custa dessas delirantes teorias, e quando a realidade observável não as confirma (pudera!), insistimos que a realidade observável esconde a confirmação dessas teorias, ou, pura e simplesmente, que é a realidade que está errada e não os mais erráticos palpites.
Este retrato é exagerado? O redactor é um cínico malicioso? Não.
Este headline e o respectivo lead da Quanta é por si só revelador da desavergonhada casa de passe que é hoje o modelo standard da Física Quântica e o artigo diz tudo o que é preciso dizer para afirmar o céptico ponto de vista do ContraCultura. Se a teoria sobre a densidade de neutrinos no cosmos não conforma com as mensurações, é porque há um exército de neutrinos fantasmáticos, de certeza. Não será de todo porque a teoria é fantasista e não compagina minimamente com a realidade. Não. Isso ia trazer problemas graves para a contabilidade doméstica dos teóricos. Não pode ser. Há hipotecas bilionárias para pagar, Aston Martins para manter e filhos para levar à onerosa Universidade dos Mesmos Equívocos.
Além disso, é extremamente rentável (para os cientistas, não para os contribuintes) a hipótese, sempre sem resolução técnica, de que existe uma infinidade de partículas e subpartículas que não conhecemos. Se não as conhecemos, é porque não estamos a gastar dinheiro suficiente em faraónicos projectos de aceleração da matéria, cujo resultado será invariavelmente o mesmo de sempre (o de que vamos a seguir precisar de gastar mais dinheiro noutros projectos faraónicos).
Portanto, se a realidade não demonstra a teoria, é a realidade que está errada. E o facto da realidade estar errada é um próspero negócio. Bem vindos à epistemologia da Ciência no século XXI.
Se calhar, é mais gratificante (e fica muito mais barato) ir à igreja aos domingos.
Relacionados
14 Mai 26
Rei WEF anuncia, com pompa e circunstância: “os meus ministros darão seguimento à implementação da Identidade Digital.”
O Rei que vendeu a alma ao diabo está mesmo empenhado em implementar a distopia WEF. Mas quem é que o elegeu para apoiar políticas de carácter distópico, comportamento que vai contra os ditames da monarquia parlamentar britânica, pelo menos desde 1688?
14 Mai 26
À revelia do regime? Directora de Inteligência do governo federal americano investiga biolaboratórios estrangeiros financiados pelos EUA.
Tulsi Gabbard está a investigar mais de 120 biolaboratórios financiados pelos EUA em todo o mundo, para interromper actividades perigosas de ganho de função, no contexto de crescentes preocupações com a biossegurança.
12 Mai 26
Sondagens que não entrevistam ninguém: Inteligência artificial está a fabricar tendências da opinião pública.
Mais uma manobra transformista sobre a realidade: As empresas de sondagens e a imprensa corporativa estão a recorrer a "sondagens" que não perguntam nada a ninguém, recorrendo a agentes de inteligência artificial que fabricam aquilo que calculam que as pessoas pensam.
8 Mai 26
Hanta-Histeria.
É óbvio que a narrativa do Hantavírus está muito mal contada e só há uma hipótese deste agente patogénico se propagar como uma pandemia e essa hipótese é a de ter sido manipulado geneticamente, em laboratório, pelos suspeitos do costume.
6 Mai 26
Reflexões sobre o manifesto tecno-fascista da Palantir.
A Palantir publicou recentemente no X um manifesto que não esconde a sua ambição totalitária. O ContraCultura disseca e contraria alguns dos mais polémicos e assustadores segmentos desse texto, para esclarecimento da audiência e referência futura.
5 Mai 26
Investigador impressiona podcaster com provas de que a consciência sobrevive à morte.
O Dr. Jeffrey Long contou a Jillian Michaels que estudou 280 experiências 'fora do corpo' e, para sua surpresa, em "quase 98% dos casos", quando as pessoas descreveram as suas observações extracorporais, "a descrição era precisa até ao mais ínfimo pormenor".






