Uma sondagem no país de Alice.
Em toda a história da humanidade, não há registo de um homem que tenha engravidado. Porque não pode objectivamente engravidar. Os seus órgãos reprodutores não incluem ovários pelo que as hipóteses de ocorrência desse acontecimento sobrenatural são absolutamente zero.
Ainda assim, mais de vinte mil infelizes apanhados nesta sondagem acham que sim, que um ser humano dos sexo masculino pode conceber.
39k votes. 60 percent “yes.” pic.twitter.com/y4cYKgR9rM
— Seth Dillon (@SethDillon) March 29, 2022
Acreditar firme e cegamente na mais óbvia das impossibilidades é um dos resultados do quadro mediático em que vastos milhões de seres humanos vivem encapsulados. A estratégia de obliteração da realidade e da sua substituição por conceitos abstractos, carregados de axiomas ideológicos e fantasistas, tem dado os seus frutos, que se traduzem numa sociedade completamente alienada. E suicidária. Porque se ficarmos à espera que sejam os homens a gerar a continuidade da espécie, a espécie não terá continuidade.
O Contracultura desconfia que é precisamente esse o objectivo.
Se no mundo dos emojis tudo é possível, convinha que no planeta Terra existissem limites para a fantasia.
Respeitando entusiasticamente o novo trend de certos sectores da esquerda anglo-saxónica que insistem na possibilidade impossível de um homem poder engravidar, o consórcio Unicode, que aprova e distribui os emojis de que toda a gente parece gostar tanto, decidiu incluir no seu lote de ícones a representação de um “homem grávido” e de “pessoa grávida”. O segundo emoji é basicamente igual ao primeiro, com a diferença da figura masculina ser apenas um pouco menos masculina.
O surrealismo patético e alucinado deste trend é prova provada de que a civilização ocidental ensandeceu de vez. Pior: a insanidade é hoje um motor da cultura pop e a sociedade psicopata rejubila, numa manifestação de esquizofrénica vaidade, com a psicopatia de que é crónica paciente.
Num futuro imediato teremos com toda a certeza emojis de outras impossibilidades biológicas como “Homem amamentando bebé”, “Mulher com erecção”, etc. etc.
Porque tudo é possível no mundo ao contrário onde este gente julga que vive. Ou onde na verdade vivemos todos.
É também possível que o emoji do homem grávido fornecido às massas pela Apple não indexe afinal a um homem com inéditas capacidades reprodutoras mas a uma famosa – ou infame – figura pública:
Outra hipótese é que essa figura pública seja enfim, o primeiro homem grávido da história da humanidade.
Quando a publicidade enganosa passa por virtuosa.
Emojis à parte, esta campanha da Calvin Klein é bem ilustrativa do estado psicossocial do Ocidente:
Ao contrário do título da notícia, não se trata de um “homem grávido” mas de uma mulher que cortou os seios e tomou drogas para ter barba. Os homens não engravidam (sim, é preciso dizer isto).
E quem é que vai comprar roupa interior com base nesta campanha nojenta e surrealista? Ninguém. A campanha não é feita para vender roupa interior, na verdade. A campanha é feita para propagar ideologia.
O marketing contemporâneo não tem nada a ver com a comercialização de produtos. Tem tudo a ver com o sacrifício da realidade e a obliteração do bom senso em função da narrativa das elites.
O capitalismo do século XXI é orientado contra o consumidor.
Até porque os prejuízos das empresas woke serão depois compensados com favores fiscais, solidariedades coorporativas, protecção mediática e a cumplicidade corrupta dos poderes instituídos.
E assim, tudo faz sentido, num mundo sem sentido nenhum.
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