A sempre aborrecida, insustentavelmente pretensiosa e insuportavelmente woke AEON, publicou recentemente este ridículo artigo:
Um extra-terrestre que o leia poderá pensar que a raça humana tem três colónias na Lua, duas em Marte e mais um punhado delas nos satélites de Júpiter e de Saturno, ou coisa que o valha.
Mas na óptica do senhor Ramin Skibba, autor deste risível ensaio de ficção científica, não importa realmente que o número de colónias humanas no espaço seja zero. Não importa que a tecnologia e a ciência do pobre Sapiens estejam a anos luz de implementar no terreno cósmico essa realidade operacional: há que descolonizar antes de colonizar.
O objectivo máximo do cosmonauta não deverá ser o de atingir as estrelas, mas o de não as ofender, explorar ou, pecado dos pecados, poluir. A conquista espacial deve ser sustentável. Deve ser não uma conquista, mas uma rendição. E nem pensar em extrair os recursos presentes nesses destinos siderais para proveito capitalista, mesmo que lá ninguém viva. Isso seria a “exploração do planeta pelo homem” e é algo de impensável. É algo de imoral.
Mais: a odisseia humana no cosmos tem que ter como valores fundamentais a justiça social e a equidade de géneros e raças. Nada de escolher os mais aptos, os mais competentes, os melhores de nós para as missões espaciais. Não. Importa a ideologia e a discriminação positiva antes da capacidade técnica de enfrentar os desafios da jornada. Mesmo que as hipóteses de desastre e falhanço aumentem exponencialmente, e aumentariam se o critério fosse político em vez de técnico e científico, como é óbvio para qualquer mamífero com um milímetro de cerebelo.
O transporte do conceito de colonialismo, já de si terminalmente enfermo de preconceitos ideológicos e equívocos históricos, para os planetas do sistema solar (o texto abrange todo o cosmos, num ataque de inconsciência que envergonha o mais ambicioso dos sonhadores) é de tal forma abstruso que só mesmo os atrasados mentais da EON podiam publicar esta cómica crónica.
A quem é que se dirige Ramin Skibba? Aos pioneiros do século trinta? Aos mineiros de Enceladus? Aos conquistadores da constelação de Andrómeda? Terá o autor a firme convicção que este seu texto será lido para além das próximas duas ou três semanas? Que as suas hilariantes tiradas moralistas serão levadas em conta nos programas espaciais de um futuro distante?
E se os recursos que os corpos celestes oferecem à indústria e à ganância humanas não puderem ser “colonizados”, que sentido faz despender fortunas incomensuráveis, vidas incontáveis, para lá chegar?
Não há limite para a estupidez desta gente. Não há rédea para a sua pretensão. Não há escala para medir o desvario.
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