
“The universe is billons of years old from one perspective and a mere six days old from another. And both are correct! ”
Gerald Lawrrence Schroeder . The Age of the Universe
No livro do Génesis, somos informados que o universo foi criado em seis dias. Ninguém acredita nisto, claro. E como ninguém acredita nisto, ninguém perde tempo a pensar no que realmente está lá escrito. Para já, é difícil saber o que são seis dias no início dos tempos. Nós medimos o dia pelo tempo que a Terra demora a rodar sobre si própria. E no início dos tempos essa referência não existia, obviamente. São seis dias, sim, mas de acordo com o relógio de Deus. E nós não sabemos quanto tempo é que esses dias demoram a passar.
Ou sabemos?
Gerald Lawrrence Schroeder, físico judeu ortodoxo e professor na Aish HaTorah’s, tem procurado provar o impensável: que os cientistas têm razão quando dizem que o universo deve ter uns bons 14 biliões de anos e que a sua criação decorre nesse contínuo e que os crentes mais ortodoxos têm razão também, quando acreditam na criação em seis dias.
Explorando a ideia de que o fluxo de tempo percebido para um determinado evento num universo em expansão varia com a perspectiva do observador desse evento, Schroeder tenta reconciliar as duas perspectivas, calculando o efeito do alongamento do espaço-tempo, com base nas equações de campo da Relatividade Geral de Einstein.
Ou seja, da perspectiva do ponto de origem do Big Bang, de acordo com os cálculos de Einstein sobre o ‘factor de alongamento’, o tempo dilata-se aproximadamente 1.000.000.000.000 vezes, o que significa que um trilião de dias na Terra equivalem a apenas um dia no momento do Big Bang, devido ao alongamento do espaço. Quando esta conjectura é aplicada à idade estimada do universo (13,8 bilhões de anos), da perspectiva do ponto de origem (a perspectiva do Deus criador), o universo acabou de amanhecer o seu sexto dia de existência.
Fabuloso.
O genial artigo de Schroeder está aqui.
Fica também um breve clip, outrossim notável, em que o físico israelita demonstra com uma simplicidade arrepiante como a teoria do Big Bang coloca Deus na equação. E a Bíblia de acordo com a ciência.
Relacionados
10 Mar 26
Cristianismo transhumanista: igrejas europeias substituem padres por artefactos de inteligência artificial
Igrejas cristãs na Suíça (católica) e na Finlândia (luterana) estão a substituir os padres por agentes e hologramas de inteligência artificial, para a realização de missas e confissões. E como há gente para tudo, não faltam "fiéis" que alinham com esta abominação.
9 Mar 26
Utilizadores abandonam o ChatGPT, enquanto a OpenAI se compromete cada vez mais com o complexo militar e industrial americano.
Depois do CEO da OpenAI, Sam Altman, ter anunciado um novo acordo com o Departamento de Defesa norte-americano na semana passada, uma multidão de utilizadores outrora fiéis está a abandonar o ChatGPT.
5 Mar 26
Trump ordena ao governo federal que abandone as ferramentas de IA da Anthropic. Mas não pelas razões certas.
Donald Trump anunciou que o governo federal dos EUA vai deixar de utilizar a tecnologia de IA da Anthropic. Mas, ao contrário do que seria de esperar, mais por escrúpulo da empresa em utilizar os seus sistemas em cenários de guerra, do que por justificadas cautelas do Pentágono.
2 Mar 26
Apple compra obscura startup israelita, que criou software para detectar “micromovimentos” faciais e antecipar comportamentos humanos.
A gigante tecnológica anunciou a compra da Q.ai, uma startup israelita pouco conhecida, por quase 2 biliões de dólares. Um valor impressionante para uma pequena e meio obscura empresa. Mas o seu software parece poderoso. E sobretudo, distópico.
1 Mar 26
A assustadora descentralização do saber
Talvez o maior choque da nossa época não seja tecnológico, mas cognitivo. Pela primeira vez, o conhecimento começa a escapar ao centro, e ainda não sabemos bem o que fazer com essa descentralização do saber. Uma crónica de Silvana Lagoas.
28 Fev 26
Porque é que o tempo acelera, à medida que envelhecemos?
À medida que somamos primaveras, notamos que o tempo corre cada vez mais depressa. Richard Feynman, o Prémio Nobel da Física de 1965, explicou porquê, e deixou bons conselhos para combater esse vertiginoso processo.





