
Como se já não bastasse à astrofísica o deplorável decaimento para a abstração delirante e a especulação indemonstrável dos teóricos, também a vertente experimental parece sofrer uma curva descendente de relevância, uma vez que está a ser progressivamente dominada por astrónomos que estão mais preocupados com a política terrestre do que com os objetos celestiais, e que por vezes percepcionam a procura de verdades sobre a natureza como ameaçadora.
Esta mentalidade é evidente em casos como o projeto de Telescópio de Trinta Metros (TMT) no Havai que foi alvo de críticas por manifestantes indígenas, que vêem a montanha onde o telescópio devia ser construído como sagrada. Com uma resolução 12 vezes mais fina do que o telescópio espacial Hubble, o TMT poderia oferecer novas oportunidades de observação em astronomia e astrofísica. Mas um movimento de apoio aos grupos indígenas por membros da comunidade de astronomia colocou em definitivo o TMT num impasse.
No fim de 2021, observámos mais um sinal sinistro dos tempos, com o eminente astrónomo John Kormendy a retractar um artigo destinado a ser publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences. O artigo, focado nos “resultados estatísticos relativos à avaliação do impacto futuro da investigação em astronomia” procurava informar decisões sobre a atribuição de recursos, recrutamento de astrónomos e atribuição de bolsas e levantou um tsunami de críticas, não pela validade dos seus critérios científicos mas pelo uso de métricas quantitativas, que prejudicam a aplicação de critérios politicamente correctos como a diversidade étnica e de género e correspondente discriminação positiva.
Portanto, à ciência já não vale o que é exacto. Vale o que é político, conveniente, subjectivo. E os astrónomos são os primeiros a cancelar os princípios de objectividade e rigor estatístico que devem presidir à sua missão.
Infelizmente para Kormendy, as reivindicações de vitimização e desigualdade dominam agora muitas discussões académicas, de tal forma que tentar uma contribuição modesta para aperfeiçoar as ciências e os seus métodos pode ser atacada – e, neste caso, literalmente expurgada – por aqueles que acreditam que uma exploração quantitativa de certos conjuntos de dados pode ser prejudicial ou ameaçadora.
____________________________
Fonte: Quillette – An Astronomer Cancels His Own Research – Because the Results Weren’t Popular
Relacionados
14 Mai 26
Rei WEF anuncia, com pompa e circunstância: “os meus ministros darão seguimento à implementação da Identidade Digital.”
O Rei que vendeu a alma ao diabo está mesmo empenhado em implementar a distopia WEF. Mas quem é que o elegeu para apoiar políticas de carácter distópico, comportamento que vai contra os ditames da monarquia parlamentar britânica, pelo menos desde 1688?
14 Mai 26
À revelia do regime? Directora de Inteligência do governo federal americano investiga biolaboratórios estrangeiros financiados pelos EUA.
Tulsi Gabbard está a investigar mais de 120 biolaboratórios financiados pelos EUA em todo o mundo, para interromper actividades perigosas de ganho de função, no contexto de crescentes preocupações com a biossegurança.
12 Mai 26
Sondagens que não entrevistam ninguém: Inteligência artificial está a fabricar tendências da opinião pública.
Mais uma manobra transformista sobre a realidade: As empresas de sondagens e a imprensa corporativa estão a recorrer a "sondagens" que não perguntam nada a ninguém, recorrendo a agentes de inteligência artificial que fabricam aquilo que calculam que as pessoas pensam.
8 Mai 26
Hanta-Histeria.
É óbvio que a narrativa do Hantavírus está muito mal contada e só há uma hipótese deste agente patogénico se propagar como uma pandemia e essa hipótese é a de ter sido manipulado geneticamente, em laboratório, pelos suspeitos do costume.
6 Mai 26
Reflexões sobre o manifesto tecno-fascista da Palantir.
A Palantir publicou recentemente no X um manifesto que não esconde a sua ambição totalitária. O ContraCultura disseca e contraria alguns dos mais polémicos e assustadores segmentos desse texto, para esclarecimento da audiência e referência futura.
5 Mai 26
Investigador impressiona podcaster com provas de que a consciência sobrevive à morte.
O Dr. Jeffrey Long contou a Jillian Michaels que estudou 280 experiências 'fora do corpo' e, para sua surpresa, em "quase 98% dos casos", quando as pessoas descreveram as suas observações extracorporais, "a descrição era precisa até ao mais ínfimo pormenor".





