Os contribuintes da União Europeia devem entregar dois mil milhões de euros em financiamento à Ucrânia todos os meses, segundo burocratas da nação devastada pela guerra.
Destes dois mil milhões, o Die Welt relata que a o governo ucraniano espera que a Alemanha contribua com 500 milhões.
Alexander Rodnyansky, consultor financeiro do presidente Volodymyr Zelensky disse ao jornal alemão que:
“Precisamos de quatro a cinco mil milhões de euros para o nosso orçamento todos os meses. De toda a UE, esperamos cerca de 2 mil milhões de dólares por mês. Acreditamos que a Alemanha poderá contribuir com um quarto dessa verba, especialmente em 2023.”
Um tal apelo para entregar milhares de milhões a fundo perdido, mesmo que seja por uma boa causa, o que é discutível, e esquecendo que a Ucrânia é “só” o terceiro país mais corrupto do mundo, pode ser difícil de engolir para os eleitores da Europa, no momento em que o continente enfrenta uma crise energética e inflaccionária paralisante, bem como uma recessão económica que, tecnicamente, já grassa em muitos dos países membros.
Oficiais de todo o ocidente reuniram-se em Berlim na terça-feira para discutir a reconstrução do país na sequência da invasão russa. A Presidente da Comissão Europeia e o Chanceler alemão declararam ao Die Welt que querem criar uma espécie de “Plano Marshall” para a Ucrânia. No entanto, tal esforço pode acabar por ser particularmente dispendioso para os contribuintes da União Europeia e parece que muitos governos nacionais estão hesitantes em participar neste astronómico programa, sendo que até o próprio Olaf Scholz não parece muito interessado em aceder às exigências do governo ucraniano, pelo menos no contexto dos números apresentados, já que ele próprio é um dos apoiantes do “Plano Marshall” previsto para o país pela burocracia de Bruxelas.
Enquanto que a reunião de Berlim foi supostamente convocada para que nações de todo o mundo discutam a melhor forma de reconstruir a Ucrânia, será improvável que sejam assumidos compromissos económicos reais, e a administração Zelensky não terá, em última análise, grandes esperanças de que os governos se comprometam efectivamente com os fundos pretendidos. Um membro de um think tank relvante disse ao Die Welt que
“A Europa não está para aí virada. Ninguém quer falar sobre o assunto”.
Para além dos problemas puramente económicos que o velho continente enfrenta, muitas nações europeias vão ter que gerir também a possibilidade muito real de escassez de energia neste Inverno, algo que provavelmente resultará em agitação social e política.
As autoridades na Alemanha, em particular, estão agora a envidar grandes esforços na preparação para tal eventualidade, temendo que possam acontecer apagões nas maiores cidades do país, caso as reservas de gás se esgotem antes da Primavera se instalar.
Entretanto os líderes da esquerda alemã, considerando que a melhor defesa é o ataque, estão a antecipar os problemas políticos previstos para este Inverno, apelidando aqueles que criticam a irresponsável e incompetente gestão energética do governo como “inimigos do Estado”.
Those taking the German government to task over the ongoing gas crisis have been branded the “new enemies of the state” by one government minister in the country.https://t.co/O1DNe8KJdF
— Breitbart London (@BreitbartLondon) August 18, 2022
Uma táctica de inspiração totalitária, talvez roubada ao regime Biden.
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