Agora que as grandes corporações mundiais assumiram abertamente o combate às pequenas empresas, à classe média e ao livre arbítrio, numa aliança de trevas com o movimento totalitário dos estados;
Agora que a lógica dos mercados financeiros não pode ser mais niilista e alheia às realidades do tecido sócio-económico e o seu quadro moral consagra exclusivamente a ganância, a especulação e o individualismo espúrio do salve-se quem puder;
Agora que o a transformação publicista da realidade rejeita os princípios fundamentais da biologia e os códigos ancestrais do senso comum;
Agora que o grande capital alinha declaradamente com o Partido Comunista Chinês, alinha declaradamente com as elites que pretendem abolir a democracia em nome de dúbios valores e falsas ameaças de apocalipse, alinha declaradamente com sistemas ideológicos que vão contra todos os fundamentos da civilização ocidental em particular e da dignidade humana em geral;
Agora que as multinacionais atingiram patamares omnipotentes de supremacia social e política que lhes permitem influenciar decisivamente as câmaras legislativas e os gabinetes executivos; que lhes permitem desencadear a guerra sem justificação plausível para além do lucro ou do caos; que lhes permitem manipular a opinião pública através do medo e do ódio racial; que lhes permitem censurar os cidadãos, no desrespeito pelas leis das respectivas repúblicas e até os seus representantes políticos, no total desprezo pela validação eleitoral;
Agora que estas organizações de gigantismo abstruso e filosofia distópica premeiam a disfunção sobre a razão e o igualitarismo em desfavor do mérito, agora que favorecem o parasitismo opulento dos conselhos de administração em sacrifício do valor do trabalho e da prosperidade comum, agora que privilegiam o compadrio corporativo enquanto combatem a livre iniciativa;
Agora que estas corruptas máquinas de aniquilação cultural, agora que estes aparelhos de extermínio espiritual e religioso, agora que estes sistemas de tirania sobre o pensamento não necessitam sequer de cumprir preceitos de boa gestão – destratando os seus mercados e ofendendo os seus clientes – porque encontraram maneira de forçarem os governos e, logo, os contribuintes, a financiarem as sucessivas falências que decorrem das suas más práticas e das suas obscenas filosofias, num atrevimento chantagista que é inédito na História Universal;
Agora que o complexo industrial e militar americano, de braço dado com os apparatchiks de Washington, os elitistas de Davos, os globalistas de Sillicon Valley e os burocratas de Bruxelas nos conduzem para o apocalipse termo-nuclear – derradeiro Reset da sua agenda de cinzas – com a descontração psicopata de quem não encontra na humanidade qualquer vestígio de valor intrínseco;
Agora que o capitalismo se transformou numa máquina totalitária, de imenso poder destrutivo, chegou a altura de fazer a sua crítica.
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